Eliminado, Corinthians perde o controle e falha em teste para Libertadores

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Agustin Marcarian/Reuters

    Rodriguinho sofreu expulsão relâmpago em eliminação corintiana

    Rodriguinho sofreu expulsão relâmpago em eliminação corintiana

Com 99% de probabilidade de ir à Copa Libertadores de 2018, segundo o site especializado Chance de Gol, o Corinthians tinha na Copa Sul-Americana uma ótima oportunidade para tirar lições para o torneio continental do próximo ano. Eliminada pelo Racing-ARG na noite de quarta-feira (20) depois de dois empates - 1 a 1 em São Paulo e 0 a 0 na Argentina -, a equipe de Fábio Carille cometeu erros que não costuma exibir nos jogos do futebol nacional.

Veja os melhores momentos de Racing 0 x 0 Corinthians

Reconhecido ao longo da temporada pela eficiência, concentração e disciplina, entre outras virtudes, o Corinthians deixou a desejar nesses aspectos em seu duelo mais duro da Sul-Americana, contra os argentinos do Racing. Pontos normalmente tidos como importantes na Copa Libertadores, em especial o equilíbrio emocional, contribuíram para a eliminação prematura, ainda nas oitavas de final.

As críticas à arbitragem uruguaia em Avellaneda foram a tônica do Corinthians, que teve Rodriguinho expulso aos 19min do segundo tempo, logo após ser acionado por Carille do banco. Nos acréscimos, foi a vez de Jô também receber o vermelho, por uma falta forte quando já tinha amarelo. As duas expulsões na Argentina são mais do que o elenco corintiano somou ao longo de toda a temporada, para se ter uma ideia. No jogo da queda, foram 25 faltas cometidas, um número anormal para equipe reconhecida no Brasileirão pela disciplina. 

Gustavo Garello/AP
Corinthians de Carille: adeus à Sul-Americana

Esse tipo de roteiro, por sinal, é comum a eliminações do Corinthians nos torneios continentais. Foi assim diante do Tolima-COL, na Libertadores 2011, com expulsão de Cachito Ramírez. A mesma cena se repetiu em quedas contra o Guaraní-PAR, na edição 2015, com Fábio Santos e Jadson, e também no ano seguinte, para o Nacional-URU, em 2016, quando Fagner deixou o time na mão. 

A concentração que normalmente também marca o time corintiano não apareceu nos jogos contra o Racing. A primeira partida, em especial, deixou lições importantes nesse aspecto. Na Arena Corinthians, os mandantes desperdiçaram ao menos três oportunidades claras para fazer um placar mais dilatado quando venciam por 1 a 0. Os argentinos, por sua vez, foram cirúrgicos: na única chance, quando a equipe de Carille já se voltava em defender o resultado, Triverio anotou. O gol sofrido em casa seria o fator determinante para a eliminação. 

Na Argentina, porém, ainda apareceu um problema bem presente na equipe de Carille: a dificuldade em criar contra rivais fechados. O Racing evoluiu defensivamente em relação ao jogo em Itaquera e, com a vantagem no placar agregado graças ao gol feito em São Paulo, entregou a bola ao Corinthians. O resultado é que, em 90 minutos, os corintianos sequer conseguiram uma conclusão no gol adversário.

Ao todo, nas sete últimas partidas, o time de Carille só conseguiu anotar três gols. Um deles, que gerou muita polêmica nos últimos dias, foi marcado por Jô com o braço direito diante do Vasco. Já na Argentina, a dificuldade em criar reapareceu com atuações apagadas de Jadson e Marquinhos Gabriel, responsáveis mais diretos pela criação. 

Os pontos somados no último domingo, por sua vez, é que ofereceram ainda mais estabilidade ao Corinthians no que diz respeito ao Campeonato Brasileiro. São dez de vantagem na liderança e 16 em relação ao sétimo colocado, o que constrói a enorme probabilidade de jogar a Libertadores 2017. Caso essa previsão se confirme, Carille já sabe o que seu time não poderá fazer no torneio continental do ano que vem. 

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