Guardiola elogia brasileiros do Shakhtar, mas comete gafe

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

  • Gleb Garanich/Reuters

    Bernard em ação pelo Shakhtar durante partida contra o Braga

    Bernard em ação pelo Shakhtar durante partida contra o Braga

O Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano e líder de novo na atual campanha, é tema de debates no Brasil a cada convocação da seleção brasileira por ter, frequentemente, ao menos um representante na lista de selecionados, apesar do pouco apelo dos torneios locais. O volante Fred, ex-Internacional, foi o escolhido na última relação de Tite para os confrontos diante de Bolívia (fora, dia 5 de outubro) e Chile (10, no Allianz Parque).

Nesta segunda-feira, véspera do confronto entre Manchester City e os ucranianos, na Inglaterra, pela segunda rodada do Grupo F da Liga dos Campeões, Josep Guardiola rasgou elogios ao adversário e, especificamente, à legião verde e amarela que o técnico Paulo Fonseca tem no elenco. No entanto, Pep escorregou em dois nomes e citou um atleta que não consta no grupo do treinador português. Primeiro, trocou Marlos, ex-São Paulo, por "Marlon" e Bernard, campeão da Libertadores com o Atlético-MG, por "Bertrand". Na sequência, citou Éder, que não existe no oponente.

"Já enfrentei o Shakhtar outras vezes, e sempre tenho o mesmo sentimento: mostro o time deles para a minha equipe e a reação é 'uau!'. Em Barcelona, todos sempre se perguntavam: 'qual é esse time ucraniano? Quem liga para ele? Quais jogadores estão nesse time?'...Ninguém os conhece. E eu posso garantir que, hoje, eles têm uma das melhores maneiras de jogar futebol. São cinco ou seis brasileiros: Taison, Marlon (sic), Bertrand (sic), Éder, são muitos jogadores bons", declarou no City Football Academy (CFA), o centro de treinamento do clube.

Além deles, outros quatro vestem as cores do Shakhtar: Ismaily, Márcio Azevedo, Alan Patrick e Dentinho. Fernandinho, atualmente no City, foi contratado da equipe ucraniana, que chega ao Estádio Etihad após também vencer na estreia da Liga dos Campeões. Enquanto Gabriel Jesus, Sérgio Agüero e cia. golearam o Feyenoord por 4 a 0, na Holanda, o Shakhtar triunfou em casa contra o Napoli, por 2 a 1. Ismaily, Fred, Marlos, Bernard e Taison, que marcou um dos gols, foram titulares.

"Tenho muito respeito por eles", prosseguiu Guardiola. "Venceram um dos melhores times da Europa. O Napoli está entre as cinco equipes que melhor jogam futebol hoje, e o Shakhtar conseguiu vencê-los. Nosso grupo na Liga dos Campeões é ardiloso. As pessoas dizem: 'O Napoli não é Juventus, Inter ou Milan...O Shakhtar é um time ucraniano'. Bom, eu digo que é um grupo complicado. Mas claro que depende de nós e temos que garantir vitórias em casa, especialmente nos próximos dois jogos. Por experiência própria, afirmo: o Shakhtar merece todo o meu respeito".

A última vez que o treinador catalão enfrentou o rival desta semana foi em novembro de 2015. Então no Bayern de Munique, ele viu os bávaros humilharem os visitantes por 7 a 0, pelas oitavas de final, na Alemanha.

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