Com R$ 1,6 bilhão em reforços, City se vê próximo ao Barcelona de Guardiola

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Liverpool (Inglaterra)

  • Rui Vieira/AP

O Manchester City finalmente se olha no espelho e vê, em campo, traços de um dos seus grandes exemplos do projeto do clube: o Barcelona. Além de buscar Josep Guardiola, os ingleses despejaram uma fortuna no mercado desde que a personificação do time catalão chegou à Inglaterra, em julho de 2016. Para agradar o treinador, Ferran Soriano, diretor-executivo do City e ex-vice do Barça, e Txiki Begiristain, diretor de futebol que foi ex-jogador e dirigente culé, já gastaram mais de 429 milhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão) em 11 reforços para o time profissional.

Na temporada de estreia de Pep em Manchester, foram seis contratações (Claudio Bravo, John Stones, Ilkay Gündogan, Leroy Sané, Nolito e Gabriel Jesus) e nenhuma conquista. A segunda campanha começou com uma mão cheia de novos nomes (Ederson, Kyle Walker, Benjamin Mendy, Danilo e Bernardo Silva) e o elenco rejuvenescido. Começa a ganhar corpo a ideia de implementar, no país do jogo com muito contato físico, o estilo preferido da cria de La Masia, de alta intensidade com e sem a bola e de excelência técnica, com troca rápida de passes curtos.

O City chega para a partida contra o Shakhtar Donetsk (UCR), nesta terça-feira, às 15h45 de Brasília, no Estádio Etihad, pela segunda rodada do Grupo F da Liga dos Campeões, com o segundo melhor desempenho entre os clubes dos principais centros do futebol europeu (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França). Líder da Premier League e vitorioso no debute na Champions contra o Feyenoord, os cityzens acumulam sete vitórias, um empate, 27 gols a favor e apenas três contra – 91,6% de aproveitamento no geral. Só ficam atrás do PSG, que tem um triunfo a mais (92,5% de performance) após tirar Neymar do clube-símbolo da Catalunha.

"Um diferencial que o Barcelona tem, e que todo mundo sabe, é o Messi, diferenciadíssimo de qualquer outro na face da Terra", analisa Fernandinho. "É claro que a base e a forma que o Barcelona jogava, e que o Bayern de Munique também jogou, é a mesma maneira que a gente se adaptou ao Pep. Tentamos jogar da mesma maneira. Podemos dizer que é a escola do Johan Cruyff", cita o meio-campista da seleção brasileira, em alusão ao holandês que jogou no Barça, treinou Guardiola e foi o idealizador dos conceitos que transformaram o clube em um gigante.

O mentor do City explica o que mudou na equipe. "Sempre tive o desejo de jogar assim, desde a temporada passada, mas antes não estávamos tão bem dentro da nossa área, para defender, e na do adversário, na hora de decidir a nosso favor", avalia Pep.

Phil Noble/Reuters
Mendy foi a contratação mais do City na gestão Guardiola

Contratação mais cara do treinador em terras inglesas, o lateral-esquerdo Benjamin Mendy, 23 anos, é dúvida para o confronto com o Shakhtar. Comprado por R$ 215 milhões na última janela de transferências, o ex-lateral-esquerdo do Monaco (FRA) saiu de campo machucado no último sábado, quando o City goleou o Crystal Palace por 5 a 0, em casa. Gündogan, R$ 100 milhões, está vetado pelo departamento médico.

Os outros nomes milionários que desembarcaram na cidade a pedido de Guardiola estão à disposição. Em ordem decrescente de preço, a lista é a seguinte: John Stones (R$ 208 milhões), Kyle Walker (R$ 190 milhões), Leroy Sané (R$ 186 milhões), Bernardo Silva (R$ 186 milhões), Ederson (R$ 149 milhões), Gabriel Jesus (R$ 120 milhões), Danilo (R$ 100 milhões), Claudio Bravo (R$ 67 milhões). Nolito, R$ 67 milhões, já foi vendido ao Sevilla após apenas um ano no City.

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