Corinthians, Fla, Palmeiras...CBF sofre recusas para ter Brasileiro sub-23

Dassler Marques*

Do UOL, em São Paulo

  • Alexandre Lops/Internacional

    Oscar e Marquinhos Gabriel foram destaques do Inter, campeão sub-23 em 2010

    Oscar e Marquinhos Gabriel foram destaques do Inter, campeão sub-23 em 2010

A CBF tenta tirar da gaveta há alguns anos a realização de um Campeonato Brasileiro Sub-23 e, enfim, pode colocar o torneio em prática. Em meio a recusas de seis equipes da primeira divisão - Corinthians, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Ponte Preta e Vasco -, a entidade tenta viabilizar o anúncio oficial para os próximos dias. À reportagem, a CBF não se manifestou oficialmente sobre o torneio. 

Até agora, dez equipes confirmaram à entidade, por escrito, o interesse em disputar o Brasileiro Sub-23: Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense, Grêmio, Internacional, Santos e São Paulo.

As equipes devem ser divididas em dois grupos em pontos corridos, com semifinal e final na sequência. A previsão é que o torneio seja disputado entre 14 de outubro e 29 de novembro, o que foi considerado um prazo apertado pelas equipes que recusaram (entenda melhor abaixo). 

Com base em seu ranking nacional de clubes, a CBF encaminhou convites aos dez primeiros colocados e esperava uma resposta até a última semana. Diante das recusas, novos convites foram feitos, com base no ranking, o que permitiu as entradas de Coritiba, Figueirense, Botafogo e Atlético-PR. O Esporte Interativo é o canal que tem negociações adiantadas para transmitir a competição.   

Os objetivos do novo torneio da CBF

Reprodução
Do Grêmio ao Figueirense: a posição de todos os convidados no ranking da CBF

A realização de um Brasileiro Sub-23 é demanda antiga dos clubes em geral, mas em temporadas anteriores a CBF não conseguiu colocar em prática as tentativas para um torneio de 20 equipes. O ex-coordenador de base Erasmo Damiani e o ex-treinador da seleção sub-20, Rogério Micale, foram idealizadores. 

Na avaliação dos coordenadores da base dos clubes brasileiros de um modo geral, esse tipo de torneio é importante para revelar mais atletas com mais de 20 anos. Ao fim do ciclo de juniores, os jogadores normalmente só têm duas alternativas: seguir para o profissional ou serem emprestados. Na visão da Fifa, o ciclo de formação só se encerra aos 23 anos, o que justifica o torneio sub-23. 

Por conta disso, apesar da recusa em 2017, boa parte dos clubes gostaria que a competição fosse realizada nos anos seguintes. A ideia dessas equipes, porém, é que haja maior tempo para o planejamento, já que hoje muitos atletas com o perfil sub-23 estão emprestados ou compõem o grupo profissional. Para aqueles que recusaram, o tempo até 14 de outubro seria insuficiente para compor elencos e comissões específicas para o Brasileiro.

No comunicado encaminhado aos clubes, a CBF afirma a intenção de seguir com o torneio sub-23 pelas próximas temporadas, com uma ampliação gradativa no número de participantes para 12 equipes em 2018, 16 clubes no triênio 2019-21 e 20 clubes no triênio 2022-24. 

Seis clubes, por já possuírem essa categoria, em tese saem em vantagem na questão do planejamento. São os casos de Internacional, Atlético-MG, Santos, Atlético-PR, Grêmio e São Paulo, que confirmaram presença. 

O Brasileiro Sub-23 chegou a ocorrer inicialmente em 2010 e foi vencido pelo Internacional, mas não voltou a ser disputado desde então. Naquela edição, o torneio teve toda a organização feita pela Traffic e contou com o meia Oscar, então jogador colorado, como principal destaque.

* Colaboraram: Bruno Grossi, Danilo Lavieri, Samir Carvalho, Vinícius Castro, Leo Burlá, Bruno Braz, Bernardo Gentile, Jeremias Wernek, Marinho Saldanha, Thiago Fernandes, Napoleão de Almeida e Victor Martins

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