Defesa de Bruno quer tirá-lo da prisão em outubro, e Boa estuda retorno

Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/ESPN

A defesa do goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio de Eliza Samúdio, pretende entrar com um pedido de saída da prisão nas próximas semanas. Os advogados que defendem o jogador se animaram depois que uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais diminuiu a pena do goleiro em quase dois anos nesta quarta-feira (27).

Bruno está preso desde julho de 2010, com uma saída de dois meses em 2017 devido a uma liminar, e de acordo com o advogado Lúcio Adolfo da Silva, não há mais motivos para ele continuar no regime fechado. "Assim que a decisão for publicada queremos entrar com um pedido para tirá-lo de lá. Estamos confiantes de que a Justiça aceitará", disse o defensor.

A decisão do TJ-MG desta quarta considerou prescrito o crime de ocultação de cadáver, o que diminuiu a pena total de Bruno de 22 anos e três meses para 20 anos e nove meses. No entanto, desse total, apenas 17 anos e seis meses são relativos ao crime do homicídio de Eliza – o restante se refere ao sequestro e cárcere privado de seu filho.

De acordo com a interpretação do advogado, como Bruno já está há sete anos preso, já teria cumprido dois quintos da pena pelo homicídio e, portanto, teria direito a progressão de regime.

Desde agosto, ele dá aulas de futebol a crianças em um projeto social de Varginha, o que também contribui para diminuir seu tempo de cadeia.

A ideia é que, cumprindo o restante da pena em regime aberto ou semiaberto, o goleiro consiga retomar suas atividades profissionais.

Procurado, o Boa Esporte, clube com o qual o goleiro tem contrato até 2018, disse que ainda estuda as informações sobre a redução da pena de Bruno para se pronunciar, mas confirmou que o contrato continua em vigência. Quando o goleiro foi anunciado, o time, que disputada Série B do Brasileiro, foi alvo de críticas e perdeu patrocínios.

O Ministério Público de Minas Gerais, que representa a parte acusadora no processo, disse que ficou satisfeito com o resultado do julgamento desta quarta-feira. "O julgamento atendeu em parte nossas expectativas no que concerne à manutenção da condenação do Tribunal do Júri de Contagem", afirmou o procurador Rogério Filippetto.

"Os ajustes que foram feitos na pena foram resultado de reconhecimento de prescrição decorrente do longo prazo desse processo. A prescrição existe no sentido de punir o estado por sua inação. Como o estado demorou a dar um resultado definitivo vai ficar impedido de puni-lo em parte dos crimes que foram praticados."

Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno na época, também teve a pena reduzida de cinco anos de reclusão para três anos de medidas alternativas.

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