Flu quer "sócio-empreendedor" e dá desconto para quem comprar loja oficial

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Mailson Santana/Fluminense

    Fluminense pretende ampliar sua rede com a ajuda de torcedores "empreendedores"

    Fluminense pretende ampliar sua rede com a ajuda de torcedores "empreendedores"

De olho no incremento de suas receitas, o Fluminense espera que o apoio do tricolor passe da arquibancada também para o campo dos negócios. Com uma rede de lojas franqueadas ainda incipiente, o clube pretende expandir sua presença no mercado e oferece 50% de desconto para o sócio-torcedor que quiser abrir um negócio deste tipo.

No mês de outubro, integrantes do Programa Sócio Futebol poderão comprar uma franquia cujo investimento inicial cairá para R$ 17,5 mil (quiosque) e R$ 30 mil (loja). Fora este investimento inicial, o custo estimado para o empreendimento varia de R$ 70 mil a R$ 200 mil. O Flu embolsa parte do capital empregado na compra e também uma fatia das vendas totais.

Se comparado aos rivais locais, o Fluminense, com três unidades, é o que tem menos opções de lojas com produtos oficiais do clube. Com 50 pontos, o Flamengo lidera a lista e é seguido por Vasco (10) e Botafogo (4). As partes não falam sobre projeções, mas os mercados do Rio de Janeiro e Espírito Santo são os maiores alvos.

"O sócio-empreendedor é um vínculo direto entre o Sócio Futebol, o clube e a instituição. É um projeto firme e sólido que reflete uma via de mão dupla com retorno para todos os envolvidos", afirmou Danilo Verrillo, gerente de expansão da Meltex, empresa que cuida da rede de lojas do Tricolor.

Sem um patrocinador-máster, o Fluminense precisa diversificar com urgência suas receitas. Segundo a proposta orçamentária aprovada para 2017, o licenciamento está embutido no montante que será gerado pelo futebol no ano. O clube estima faturar R$ 163, 9 milhões com o seu carro-chefe, e a exploração da marca é estratégica para que a meta seja ao menos batida. Com dívidas na casa dos R$ 430 milhões, o Fluminense prevê um déficit de R$ 75,9 milhões neste primeiro ano de gestão de Pedro Abad. Procurado para comentar sobre a iniciativa, o Flu preferiu não se manifestar.

Se o Flu tenta se reequilibrar nos negócios, o mesmo se aplica ao time de futebol. A apenas três pontos da zona da degola, o time se reapresentou nesta terça e retomou o trabalho no CT. Do lado de fora, um grupo pequeno de torcedores se mobilizou para um protesto que não teve sucesso.

"Temos de trabalhar para tirar o Fluminense dessa situação. Todos que estão aqui sabem disso. Já são quatro jogos sem vencer e só nós podemos reverter isso", disse o atacante Robinho.

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