Santos sela paz com Palmeiras após ligações de Galiotte e Lucas Lima

Danilo Lavieri e Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo e em Santos (SP)

  • Ivan Storti/Santos FC

    L. Lima em ação pelo Santos; meia e presidente do Palmeiras tranquilizaram Modesto

    L. Lima em ação pelo Santos; meia e presidente do Palmeiras tranquilizaram Modesto

O meia Lucas Lima está lesionado e não joga o clássico entre Palmeiras e Santos, neste sábado, às 19h (de Brasília), no Allianz Parque, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O camisa 10, no entanto, foi protagonista fora de campo. Os boatos sobre um possível acerto do meia com o Palmeiras para 2018 irritaram os santistas inicialmente e aumentavam ainda mais a rivalidade entre os clubes, acirrada nos últimos anos por polêmicas entre jogadores e dirigentes.

UOL Esporte apurou que, diante disso, duas ligações selaram a paz entre Lucas Lima, Santos e Palmeiras. A primeira partiu do jogador. Após ouvir os boatos na mídia, Lucas Lima fez questão de ligar para o presidente Modesto Roma para dizer que não recebeu nenhuma proposta do rival da capital. 

Na mesma semana, Modesto Roma recebeu uma ligação do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, que explicou que não fez propostas e sequer conversou com o jogador ou seus representantes.

Recentemente, em um evento de inauguração de uma escolinha de futebol para jovens, o dirigente também fez questão de dizer publicamente que não estava em negociação com o meio-campista. No Palmeiras dos últimos tempos, a resposta "normal" seria "não comentamos sobre contratações". Sobre Lucas Lima, Galiotte foi taxativo ao dizer que não falou com o meia. 

É importante ressaltar que a diretoria alviverde monitora, sim, a situação do atleta, mas trata como muito difícil que qualquer negociação seja aberta. A ligação também serve para amenizar a rivalidade criada entre os clubes por conta do mercado da bola. Lucas Lima seria apenas o "gran finale" de uma polêmica iniciada em 2015.

A diretoria santista estava 'engasgada' com os dirigentes do clube alviverde, principalmente com o diretor de futebol, Alexandre Mattos, responsável por centralizar as investidas palmeirenses no mercado de transferências. Nos bastidores, eles acusavam o dirigente de atravessar negociações.

O estopim foi o atacante Keno, à época no Santa Cruz. No ano passado, o clube alvinegro já havia formulado o pré-contrato e enviado para o jogador assinar. Em cima da hora, o Palmeiras entrou no negócio, cobrindo proposta salarial e valor dos direitos econômicos para ficar com o atleta.

O Santos também alega que o Palmeiras atravessou o clube por Guerra e Hyoran, ex-Chapecoense. A lista ainda conta com Tchê Tchê, William, Michel Bastos e até atletas que já deixaram o Palmeiras, casos de Victor Hugo e Amaral.

As especulações envolvendo Lucas Lima irritavam ainda mais os dirigentes santistas em relação ao Palmeiras. Inicialmente, o Santos acreditava na história e estava crente que o rival seria o único clube no país a cobrir a proposta oficial feita ao seu camisa 10.

Lucas Lima tem na mesa uma oferta de renovação contratual por mais quatro anos com o Santos, com salários de R$ 600 mil mensais e mais luvas. O atleta chegará a receber até R$ 800 mil em alguns meses, somando o ordenado mensal e as premiações.

Na ligação a Modesto Roma, Lucas Lima também reiterou mais uma vez que segue analisando a proposta santista.

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