Roger, do Botafogo, tem detectado tumor renal e fará cirurgia

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Thiago Ribeiro/AGIF

O atacante Roger, do Botafogo, teve detectado tumor renal. O jogador passará por cirurgia na próxima semana para que seja feita uma biópsia no tumor e então determinar a gravidade - maligno ou benigno.

Por essa razão, a tendência é de que Roger não defenda mais o Botafogo na temporada.

Roger realizou um exame na última sexta-feira para avaliar o risco e necessidade de intervenção cirúrgica.
O assunto vinha sendo mantido em sigilo a pedido do jogador, que gostaria de esperar o retorno dos filhos de uma viagem para contar pessoalmente à família.

No início da tarde deste sábado (30), o Botafogo demonstrou apoio ao seu atacante nas redes sociais. "Força, Roger", escreveu o clube.

Uma coletiva de imprensa acontecerá na próxima semana sobre o problema de saúde do atleta.

Paixão pelo Botafogo

Aos 33 anos, Roger se tornou um dos principais atletas do Botafogo na temporada. Ele tem contrato até o fim do ano, e acenou com a possibilidade de renovar com o clube carioca.

"O Botafogo hoje é o meu time do coração. Não tem como eu não amar o Botafogo. Há um tempo dei uma entrevista e falaram que eu estava fazendo lobby para renovar. Nunca fiz e nunca vou fazer. Tem uma frase do Muricy que eu gosto e uso sempre: aqui é trabalho. Se eu merecer uma renovação, legal. Se não, eu não faço lobby. O Botafogo vai no meu coração pelo o que fez pela Giulia. O que eu vivi com minha filha aqui, o que a torcida do Botafogo fez por mim, não tem como. O Botafogo é o time do meu coração", comentou o atacante em entrevista à Botafogo TV na noite da última segunda-feira.

A filha cega que virou xodó da torcida

Arquivo pessoal

Giulia, de 11 anos, é filha de Roger, atacante do Botafogo. A menina se tornou xodó da torcida do Botafogo após a TV Globo divulgar sua deficiência visual. Giulia ganhou admiradores em virtude da maneira como lida com o problema.

Os pais de Giulia perceberam a gravidade do problema aos três meses de idade de Giulia, quando veio o diagnóstico de displasia septo-óptica, uma deficiência causada por má formação da linha média do sistema nervoso central.

Giulia foi submetida a um processo pesado em que tomava oito injeções de uma vez. Ela chegou a fazer tratamento experimental na China.

"Ela tomava quatro injeções intravenosas e quatro na espinha. Tinha de ficar em jejum desde 6h, tomava anestesia geral e dormia. Levavam ela para um bloco cirúrgico e tinha uma faixa amarela que eu não podia passar. Eu ficava com o coração na mão. Quando ela voltava, ela tinha que ficar mais 2h sem se mexer porque o líquido não podia escorrer pela espinha porque poderia paralisar as pernas. Era muito agressivo. Ela passava por um monte de aparelho, de choque, para estimular o nervo. E tinham seções de acupuntura com agulhadas no rosto, no olho. Ela chorava, não queria. Eu entrava no chuveiro e chorava todos os dias. Mas eu pensava: estou passando por isso por algum propósito", conta Roger.

A experiência traumática não foi a única tentativa. Quando moravam na Coreia e Roger jogava no Suwon Bluewings, em 2014, Giulia também passou por exames com robôs para um processo inovador. Nada confortável. As experiências não trouxeram arrependimento, mas sim alívio por terem tentado de tudo. E, por fim, a aceitação.

Força dos adversários

No Twitter, vários clubes brasileiros enviaram mensagens de apoio a Roger, como o Corinthians: "Estamos com você nessa batalha fora dos campos, Roger! Vai dar tudo certo!", escreveu o clube na sua conta na rede social. O arquirrival Flamengo também se manifestou.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos