Triste, presidente do Inter quer garantir direito de defesa a ex-dirigentes

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Jeremias Wernek/UOL

    A gestão de Vitório Píffero será analisada pelo órgão competente: MP

    A gestão de Vitório Píffero será analisada pelo órgão competente: MP

A reunião que decidiu por acionar o Ministério Público para apurar irregularidades no Inter terminou com discussão. Os grupos políticos gostariam de maior participação no processo da formação da comissão criada para dar andamento ao caso. O presidente Marcelo Medeiros se disse entristecido pela exposição pela qual passa o clube e quer dar direito de defesa aos ex-dirigentes.

"Na verdade eu estou triste. Pela exposição que o clube tem. Mais preocupado do que triste. Mas é uma responsabilidade de todos os dirigentes do Inter, esclarecer estas questões que nasceram na reprovação de dois tópicos do conselho fiscal no incio de abril.Nossa obrigação é trabalhar pela eficiência do clube, atendendo regramentos internos e públicos que se impõem a um gestor", disse.

A comissão será presidida por Ubaldo Flores. O conselheiro adiantou que irá acionar o Ministério Público para os próximos passos da análise das irregularidades financeiras encontradas em sindicâncias próprias e do Ernst & Young.

"O clube simplesmente, através da presidência do Conselho Deliberativo, vai encaminhar ao Procurador Geral de Justiça cópia dos relatórios, auditorias, documentos. E o MP vai decidir o que fazer. Quem ouvir, que documento buscar, que documento pedir... Isso aí é uma atribuição do promotor ou dos promotores de justiça que farão esta investigação. Não cabe a mim avançar um milímetro além de encaminhar ao MP. Vocês vão perguntar aos promotores, que poderão esclarecer. Não podemos avançar até mesmo em respeito aos colorados que ocuparam cargos importantes no clube, estão sendo investigados e tem todo direito a ampla defesa, contraditório e são direitos constitucionais que lhes são assegurados", afirmou Flores.

O mandatário do Inter, Marcelo Medeiros, também quer garantir que não se começa nenhuma injustiça e que os eventuais culpados sejam encontrados devidamente.

"A questão documental está fechada. Agora tem que ser dada aos ex-dirigentes a chance de explicar, oferecer sua versão dos fatos. Nós que militamos no campo do direito, oferecer o contraditório e a mais ampla defesa. Nós já tivemos vários trabalhos contábeis. Uma auditoria do clube, a do conselho fiscal, que foi o propulsor deste trabalho, e o diagnóstico de uma das quatro maiores empresas deste setor no mundo, que respaldou o já feito. Agora as coisas têm que avançar. Todos documentos e informações necessárias o clube vai alcançar. É do interesse dos gestores passados que isso seja oferecido e vamos aguardar a condução que será dada", concluiu.

Não há prazo para o fim da investigação. Internamente, o Colorado vai tratar das questões administrativas e punir ou não de acordo com o estatuto do clube.

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