Altitude deixa Tite com dor de cabeça. Técnico teve dificuldade para gritar

Dassler Marques

Do UOL, em La Paz (Bolívia)

A bola ficou mais rápida, alguns jogadores se cansaram e o Brasil não conseguiu vencer a Bolívia nesta quinta-feira (5). Mas não foi apenas dentro das quatro linhas que a altitude atacou no empate em 0 a 0. Do lado de fora, Tite também sofreu com os mais de 3.600 metros acima do nível do mar de La Paz.

"Associado a isso, estou com dor de cabeça ainda. Tem os detalhes técnicos agora, que vocês sabem, e todo o departamento médico. Eles deram todo o suporte para que a gente chegasse aqui e sentisse menos os efeitos", comentou Tite.

Lucas Figueiredo/CBF

"O desempenho surpreendeu. Nós jogamos duas vezes aqui com o Grêmio, eu já sabia da dificuldade que viria pela altitude. Nós pensamos em uma estratégia que nos proporcionasse uma melhor condição. A gente sabe o quanto gera de dificuldade. Pelo aspecto técnico a bola foge mais, finalizações de longa distância pegam mais velocidade. Tem dia que a bola não entra", completou o treinador, que afirmou ter sentido dificuldade em gritar e gesticular. 

Luiz Antônio Crescente, fisiologista da seleção brasileira, disse que o grupo em geral suportou bem a altitude, mas um jogador em especial teve dificuldades. "Talvez quem tenha sentido um pouco mais foi o Coutinho e por isso foi substituído. Sentiu a altitude e disse que estava muito cansado", declarou Luiz Antônio Crescente, fisiologista da seleção. 

Miranda, zagueiro da seleção, falou sobre a estratégia adotada pelo time, que valorizou a posse de bola. Os jogadores, confirmou o defensor, tiveram cilindros de oxigênio para usar no intervalo e também ao fim do jogo. "Sabemos as dificuldades de jogar aqui. A seleção se comportou bem, com toda a dificuldade, divide um pouco a defesa e o ataque. Foi esse o planejamento, fizemos o jogo que tinha que fazer e criamos ocasiões. Infelizmente a bola não quis entrar", comentou. 

Gabriel Jesus também relatou muitas dificuldades para respirar em momentos do jogo. "Resistimos muito. Quero dar os parabéns a todo o estafe que nos proporcionou poder correr bem e suportar. Não é fácil desde o aquecimento. Eu cansei bastante no fim, no começo já dei uma cansada, mas é difícil. Você sofre falta, cai e fica tonto quando se levanta. É bastante complicado", falou o centroavante. 

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