Em ano de vexames e frustrações, Atlético-MG termina apenas com o Mineiro

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

A derrota nos pênaltis para o Londrina foi apenas mais uma frustração para os torcedores do Atlético-MG em 2017, numa temporada em que muito se esperava do time. A diretoria apostou num elenco recheado de grandes renomados para tentar brigar pelos principais títulos do ano, a Copa Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, mas o elenco fracassou e vai terminar o ano apenas com um título, o Campeonato Mineiro.

Ao contratar Roger Machado, em novembro do ano passado, o Atlético sinalizou que o desejo era fazer um 2017 melhor do que foi 2016, quando terminou o Brasileirão na quarta colocação e foi vice-campeão mineiro. A aposta foi feita no treinador que montou um Grêmio bastante competitivo.

Material não faltaria para Roger montar uma grande equipe. Robinho terminou a temporada passada como goleador do Brasil. Fred foi um dos artilheiros do Campeonato Brasileiro. Victor, Marcos Rocha, Fábio Santos, Rafael Carioca e Cazares eram alguns nomes que seguiriam na Cidade doo Galo para 2017. Ainda chegaram reforços de peso, casos do volante Elias e do meia Valdívia.

Mas o time não decolou. Em maio, quando teve seu melhor momento sob o comando de Roger Machado, o Galo conseguiu alguns feitos. Foi campeão estadual e fechou a fase de grupos da Copa Libertadores com a melhor campanha. Mas o começo ruim de Brasileirão logo fez o trabalho de Roger Machado ser questionado.

A solução encontrada pela diretoria foi trocar de treinador. Saiu Roger e chegou Rogério Micale. Decisão que rapidamente se mostrou errada e nem demorou. Com Micale, o aproveitamento no Brasileirão caiu e o time foi eliminado das Copas do Brasil e Libertadores. Apesar de ser uma competição sem peso, a Primeira Liga poderia ser um alívio numa temporada tão decepcionante para o atleticano.

E não foi. Acabou como mais um vexame, algo que o Atlético colecionou ao longo de 2017. O maior deles, sem dúvida alguma, a eliminação para o Jorge Wilstermann nas oitavas de final da Libertadores. Foram dois jogos e nenhum gol marcado na equipe boliviana, que na fase seguinte levou 8 a 0 do River Plate, da Argentina.

Sonhar com vaga na Libertadores é o que restou

Entre 2012 e 2016, período em que o Atlético passou a ter o Independência como seu estádio, nenhum outro clube da Série A venceu mais jogos como mandante do que o clube mineiro. Porém a força como mandante ficou no passado e em 2017 o Galo tem a segunda pior campanha em casa no Brasileirão. São derrotas e mais derrotas em Belo Horizonte, aumentando a lista de vexames da temporada.

Mas como tem ido muito bem fora de casa, o Atlético segue fora da zona do rebaixamento e até sonha com uma vaga na próxima Copa Libertadores. São apenas cinco pontos de diferença para o Flamengo. Restando 12 rodadas para o término do Brasileirão, é possível sonhar com uma vaga no torneio continental, embora o desempenho não seja animador.

"A gente começou já, no domingo, contra o Atlético-PR. O grupo está bem focado, bem centrado. Ainda vamos buscar coisas grandes em 2017. É procurar evoluir e crescer a cada jogo. Essa vitória sobre o Atlético-PR foi importantíssima para o grupo. Temos grandes chances buscar o que o Atlético merece, que é uma vaga na Libertadores", comentou o meia Marlone, após o Galo perder a Primeira Liga para o Londrina.

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