Partiu, Rússia: Brasil se despede com vitória digna de líder contra o Chile

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • AP Photo/Nelson Antoine

    Paulinho comemora o primeiro gol do Brasil; seleção se despediu com bela vitória

    Paulinho comemora o primeiro gol do Brasil; seleção se despediu com bela vitória

O último jogo em território brasileiro antes da viagem à Rússia foi como Tite e seus jogadores esperavam nesta terça-feira. Com bastante segurança, a seleção venceu e eliminou o Chile por 3 a 0 no Allianz Parque, com gols de Paulinho e Gabriel Jesus (duas vezes) no segundo tempo, e mostrou a força que a caracterizou desde que o atual treinador assumiu o time nas Eliminatórias.

Com muita atenção das arquibancadas para o risco de eliminações de argentinos e chilenos, o estádio do Palmeiras também presenciou uma festa de despedida para a seleção, que agora só atuará na Europa em amistosos em novembro e março. Já estão definidas Alemanha, Inglaterra e Japão como rivais - a Rússia deve ser o quarto. 

Leonardo Benassatto/Reuters

A combinação de resultados desta noite deixa o Chile de fora da Copa, sobretudo o empate entre Peru e Colômbia, que colocou o time de Paolo Guerrero e Cueva na disputa da repescagem para o Mundial.

Graças à vitória, o Brasil chegou a 41 pontos e também registrou a segunda melhor campanha da história das Eliminatórias da Copa. Ficou atrás apenas da Argentina de Marcelo Bielsa, com 43 pontos em 2002.

Primeiro tempo: Brasil tem dificuldades para criar e perde chances

REUTERS/Paulo Whitaker

Acostumado a jogar ofensivamente, o Chile não conseguiu sair da defesa, apesar de correr risco de eliminação. Pizzi adotou uma formação mais arrojada que o habitual, mas foi o Brasil de Tite, com força praticamente máxima, quem mandou nos 45 minutos iniciais. As melhores chances foram de Neymar, na cara de Bravo, e de Gabriel Jesus, livre pelo alto, mas o goleiro chileno evitou os gols antes de falhar feio no segundo tempo.

Um olho no campo, outro no telão e na Argentina

AP Photo/Andre Penner

A possibilidade de a Argentina perder a vaga na Rússia dividiu atenções durante o jogo entre brasileiros e chilenos. A torcida mandante presente ao Allianz Parque vibrou muito no gol inicial do Equador em Quito, murchou com a virada dos argentinos construída por Lionel Messi e dividiu o protagonismo com fãs da equipe visitante – alguns até se reuniram com brasileiros no mesmo setor do estádio.

O melhor: Paulinho

Leonardo Benassatto/Reuters

Para confirmar seu momento especial, o volante chegou ao quinto gol na era Tite. Sempre com oportunismo na área, ele aproveitou o rebote de Claudio Bravo em falta batida por Daniel Alves e ratificou a ótima atuação que tinha ao abrir o marcador em São Paulo.

O pior: Bravo

Andre Penner/AP

O goleiro do Manchester City, um dos membros da geração de ouro chilena, fez duas boas defesas no primeiro tempo, mas voltou a mostrar irregularidade.  Em batida de falta de Daniel Alves, ele soltou a bola no pé de Paulinho.

Em atuação sóbria, Neymar se destaca com assistência

REUTERS/Nacho Doce

Foi o quarto jogo sem gol de Neymar, que desta vez atuou dentro dos padrões desejados por Tite. O camisa 10 não se envolveu em grandes discussões, participou da partida de forma coletiva e criou boas jogadas para os companheiros. Na melhor delas, recebeu um lindo lançamento de Coutinho e deu o gol de presente para Gabriel Jesus.

Não poderia faltar o dele: Jesus, "em casa", vai às redes

Leonardo Benassatto/Reuters

Foi uma atuação de grande superação do atacante criado dentro do Palmeiras. Acostumado a gritar por Gabriel, a torcida festejou a atuação de seu ídolo diante do Chile. E duas vezes. Jesus perdeu um gol na pequena área na etapa inicial, mas não desistiu e recebeu um gol "de presente" de Neymar para fazer a festa da torcida. Foi o quinto dele, que ainda acertou chapéu e boas assistências, com a camisa do Brasil. No último lance, o camisa 9 aproveito contra-ataque após desespero do rival e, sem goleiro, entrou com bola e tudo.

Valdivia xingado e apagado no retorno ao Allianz

Andre Penner/AP

Valdivia teve pouco destaque no seu retorno no Allianz Parque. O chileno ficou apagado durante boa parte do jogo e passaria praticamente despercebido estádio palmeirense não fosse um entrevero com Miranda. Na ocasião, o meio-campista não gostou de uma dividida com o zagueiro e reclamou. A torcida comprou a briga de Miranda e gritou: "Valdivia v...."

Aránguiz, no sacrifício, só joga 45 minutos

Andre Penner/AP

Ex-Internacional, o volante chileno era dúvida para a partida, mas foi escalado apesar de dores musculares. O treinador Antonio Pizzi assumiu a responsabilidade pela opção, mas não teve sorte. Sem suas melhores condições, o jogador do Bayer Leverkusen saiu para a entrada de Erick Pulgar ainda no intervalo. Apagado, só chamou a atenção na discussão com Neymar na saída para o vestiário.

Chile provoca, mas Brasil evita suspensões para a Copa

Em situação delicada nas Eliminatórias e após ver o Brasil abrir 2 a 0 no placar, o Chile apelou para a violência. A ideia parecia clara: tumultuar o jogo. E o já classificado Brasil tentava evitar cartões vermelhos e uma consequente suspensão para a estreia na Copa da Rússia. O jogo ficou tenso, mas a equipe de Tite segurou a pressão. Com apenas um cartão vermelho nas Eliminatórias, porém ainda nos tempos de Dunga, o Brasil passou ileso do risco desta terça-feira.

Bachelet sofre com a seleção chilena no Allianz

Presidente do Chile, Michelle Bachelet foi presença ilustre na partida contra o Brasil em um dos camarotes do estádio do Palmeiras. Nesta imagem, ela foi flagrada nervosa com a possibilidade de eliminação de sua seleção.

 

BRASIL 3 x 0 CHILE

Data:10 de outubro de 2017 (terça-feira)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Arbitragem: Roddy Zambran (Equador)
Auxiliares: Christian Lescano e Byron Romero (Equador)
Público e renda: 41.008 presentes / R$ 15.118.391,02
Cartões amarelos: P. Coutinho e Neymar (BRA); Alexis Sánchex e Maurico Isla (CHI)
Gols: Paulinho, aos 9, e Gabriel Jesus, aos 11 minutos e aos 47 min do segundo tempo

Brasil
Ederson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro; Philippe Coutinho (Roberto Firmino), Paulinho, Renato Augusto (Fernandinho) e Neymar (Willian); Gabriel Jesus
Técnico: Tite

Chile
Claudio Bravo; Mauricio Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Beausejour; Pablo Hernández (Paredes) e Aránguiz (Pulgar); Fuenzalida (Édson Puch), Valdivia e  Alexis Sánchez; Eduardo Vargas
Técnico: Antônio Pizzi

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