Gabigol vive calvário em Portugal e já tem consultas para voltar ao Brasil

Marcus Alves

Colaboração para o UOL, em Lisboa (Portugal)

  • Arquivo / SL Benfica

O 'calvário' de Gabigol no Benfica não tem fim e, ao lado de seu estafe, o atacante já discute voltar ao Brasil em janeiro.

A avaliação feita é de que será praticamente impossível contornar e dar a volta por cima na relação com o técnico Rui Vitória. Pesa contra o ex-santista, segundo interlocutores mais próximos ouvidos pelo UOL Esporte, o detalhe de ele ser uma 'contratação do clube' e não pedida pelo treinador, repetindo, assim, cenário enfrentado por outro brasileiro, o volante Danilo, ex-Vasco, que também teve chances escassas em Lisboa.

Até aqui, Gabriel Barbosa entrou em campo apenas quatro vezes, somando 148 minutos desde que foi apresentado no dia 1º de setembro – sendo apenas 13 deles pela Liga Portuguesa.

Após desencantar com um golaço contra o Olhanense, pela Taça de Portugal, em 14 de outubro, não foi utilizado nos quatro jogos seguintes, sendo cortado do banco de reservas nos dois confrontos contra o Manchester United, pela Champions League. Na última terça-feira, em Old Trafford, mesmo com uma mudança de última hora após lesão do compatriota Filipe Augusto, foi preterido como opção pelo sérvio Zivkovic.

A situação chega ao ponto de nem mesmo quando se encontra entre os suplentes ser acionado para se aquecer. Foi assim contra o Feirense, na sexta-feira passada.

Diante do cenário, a família Barbosa pondera não haver alternativa a não ser retornar ao Brasil.

O Santos conta com a predileção interna, mas outros times não são descartados. O São Paulo perguntou informalmente sobre o jovem jogador de 21 anos. O seu advogado Alexandre Pássaro esteve na Europa nos últimos dias e se reuniu com agentes no continente.

O Flamengo é outro que monitora a sua situação e o acompanhou durante a Copa América Centenário com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Enquanto que o Cruzeiro realizou consulta durante conversas recentes que manteve com pessoas ligadas ao meia Lucas Moura. Nenhuma proposta oficial foi feita.

Em contato anterior com o UOL Esporte, o empresário Wagner Ribeiro disse que Gabigol "não pode jogar uma partida e ficar duas ou três sem jogar".

O motivo maior da frustração se dá por Portugal ter sido uma escolha pessoal do atacante, que descartou a possibilidade de atuar pelo Málaga e outros clubes na vizinha Espanha.

A sua preferência, no entanto, recaiu desde o início pelo Sporting, onde as chances de titularidade seriam maiores. Ele insistiu bastante para que a ida a Alvalade vingasse, porém, não houve acordo salarial e o rival Benfica passou à frente.  Os Encarnados são responsáveis por arcar com um terço de seu salário, ao redor de 100 mil euros (R$ 370 mil). As cifras foram motivo de questionamento ao presidente Luís Filipe Vieira na Assembleia Geral.

Atrás até mesmo pelo garoto Diogo Gonçalves, 20 anos, Gabigol é atualmente a quarta opção na briga por um lugar na linha de frente e não tem sido nem mesmo mencionado nas entrevistas coletivas da equipe.

O comandante Rui Vitória tem por princípio não falar de nenhum atleta especificamente, porém, na última sexta, abriu uma exceção ao ser perguntado sobre o português Pizzi e citou outros nomes que não vinham jogando para minimizar a situação. Ao contrário do lateral Douglas, o nome de Gabriel passou batido e não foi lembrado.

Em seu drama particular após a experiência ruim na Inter de Milão, dona de seus direitos federativos, o Menino da Vila tem encontrado conforto apenas na companhia do veterano Julio Cesar, que mora próximo, na região de Campo Pequeno, em Lisboa, e faz companhia nas horas livres. O retorno ao Brasil é o caminho mais natural nesse momento, contudo.

Ele está emprestado ao Benfica por um ano, com opção de compra de 25 milhões de euros ao fim do período.

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