Família de Tim Maia e gravadora processam o Corinthians por uso de música

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

  • Alexandre Schneider/Getty Images

A gravadora Warner Chappell e a família de Tim Maia entraram com ação conjunta contra o Corinthians. No processo, o clube é acusado de usar versão da música "Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar" para fins comerciais.

Sucesso na voz de Tim Maia (1942-1998), a música ganhou nova versão pela torcida do Corinthians. Detentores dos direitos da canção, a gravadora e o espólio de Tim Maia pedem R$ 4 milhões de indenização por danos morais e patrimoniais.

A gravadora e a família do cantor acusam o Corinthians de "produzir campanha publicitária utilizando-se, sem autorização, da obra musical, e, ainda mais grave, com alteração de sua letra".

Na ação feita no Tribunal de Justiça de São Paulo, os autores dizem que acionaram o clube extrajudicialmente, pedindo a imediata interrupção de qualquer atividade que tenha a música de Tim Maia.

"O Réu [Corinthians] utilizou-se da obra musical 'Não Quero Dinheiro, Eu Só Quero Amar', sem a imprescindível autorização dos Autores, com veiculação em seu site e na televisão aberta (no vídeo há o símbolo da TV Globo) tanto do vídeo publicitário como das camisetas utilizadas por seus jogadores, com o trecho alterado da letra da obra artística, lucrando direta e indiretamente com a contrafação cometida", diz trecho do processo.

Procurado pela reportagem, o departamento jurídico do Corinthians disse não ter sido notificado sobre o processo.

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