Centurión admite "cagadas" no Boca Juniors, mas diz que sofreu perseguição

Do UOL, em São Paulo

  • Rivaldo Gomes/Folhapress

    Centurión defendeu o São Paulo entre 2015 e 2016

    Centurión defendeu o São Paulo entre 2015 e 2016

O meia-atacante Ricardo Centurión teve uma passagem conturbada pelo Boca Juniors na última temporada, quando foi emprestado ao time argentino pelo São Paulo. Polêmicas extracampo, como o vazamento de fotos íntimas e uma briga em uma casa noturna, juntaram-se a boas atuações dentro de campo, que culminaram com o título nacional para o Boca. E o próprio jogador admite que errou bastante no quesito comportamento.

"Fiz minhas cagadas, mas também me perseguiram muito. Eu me sentia perseguido por minha própria sombra. Foram tantas coisas que aconteceram, que Guillermo [o treinador Guillermo Barros Schelotto] já não tinha forças para me defender. Ele tinha razão", disse Centurión à rádio argentina Continental.

"Falhei até o último dia. Não podia dizer nada a Guillermo, só apertar a mão dele e ir embora. Ele me bancou até onde conseguiu", completou.

Centurión foi vendido pelo São Paulo ao Genoa por 3,5 milhões de euros no meio do ano. E o atleta de 24 anos também já causou confusão por motivos extracampo na Itália: foi barrado pelo treinador após aparecer tomando mate em uma cuia do Boca Juniors na concentração. Ele afirmou que gostaria de voltar ao clube de Buenos Aires, mas que não faria isso por se sentir sem liberdade na Argentina.

"Gostaria muito de voltar ao Boca, fui feliz lá, mas sou um cara inquieto, e não poderia fazer isso. Voltar para ficar em casa trancado com minha mulher? Às vezes, eu saía e pensava por que não fiquei em casa jogando cartas ou videogame", disse, reclamando mais uma vez do assédio da imprensa.

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