Cerveja pós-jogo e celular moderado: a "cartilha" da seleção de Tite

João Henrique Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Paris (França)

Marcada por bons resultados, a era Tite na seleção brasileira também se destaca pela gestão pessoal que agrada os atletas. Flexível e sem qualquer tipo de radicalismo, o treinador conquista o grupo com um ambiente mais leve e repleto de medidas consideradas positivas pelos boleiros. Uma delas é a liberação de bebidas alcoólicas em determinados períodos de concentração. Na "cartilha" da comissão técnica, "uma cervejinha ou um vinhozinho" são bem-vindos após as partidas.

"A seleção atual é muito tranquila, não temos grandes motivos para preocupação por conta de costumes. É preciso entender que o mundo atual mudou, que a situação é outra. Não é questão de exagerar, mas liberamos uma bebida alcoólica após o jogo. Uma cerveja, um vinho, nada demais", explicou o preparador físico da seleção, Fábio Mahseredjian.

"Os próprios jogadores hoje já têm uma consciência diferente. Nem são todos que pegam algo para beber. Um ou outro toma uma cerveja, a maioria prefere uma taça de vinho. E também não passa disso. Não precisamos ser radicais. Isso é normal, relaxa. Depois voltamos ao regime normal de trabalho", completou Fábio.

Se por um lado a cerveja não chega a preocupar e ser motivo de restrições, um vício mais moderno liga o alerta no ambiente da seleção. "Na conjuntura atual, o celular acaba demandando mais atenção. Não pensamos jamais em proibir, isso não existe. Todos usam para ler, se comunicar, se entreter. A questão é mais moderar, principalmente à noite. Falo isso por uma questão de sono. Todos temos aquela mania de conferir o celular à noite, antes de dormir ou logo quando acordamos. É mais para controlar e não perder o momento de descanso, de relaxamento", argumentou Mahseredjian.

Familiares e amigos por perto

A lista de "benesses" da comissão de Tite tem outros pontos que distanciam o grupo atual de outros tempos mais fechados da seleção. A permissão de visita de amigos, empresários, assessores e familiares em uma data específica na concentração se tornou prática comum. Antes, os hotéis eram fechados, não permitindo contato do grupo com o mundo fora dali.

Para a Copa do Mundo de 2018, inclusive, uma das preocupações da CBF ao definir o resort em Sochi como base da seleção foi a possibilidade de montar uma estrutura anexa para os familiares dos convocados.

"Estamos falando de mais de um mês longe de casa. Teremos momentos em que o atleta pode ver familiares, tem dias que são de folgas. Estamos montando toda a logística pensando em facilitar isso. Pensamos até na estrutura da cidade para um dia de folga. Opções de entretenimento, lazer, um jantar. Acho que todos merecem isso um pouco", explicou o coordenador de seleções, Edu Gaspar.

Para os próximos dias, no entanto, a seleção não tem nenhuma folga programada. Treinando em Paris desde a última segunda (6), o grupo enfrenta o Japão na próxima sexta-feira (10), em Lille (França). No mesmo dia, embarca para Londres, onde fará três treinos (sábado, domingo e segunda) e encara a Inglaterra no dia 14.

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