Derrota no dérbi volta a atormentar temporada do Palmeiras. Pela 3ª vez

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras/DIvulgação

    Galiotte, Cícero Souza e Mattos caminham na Academia de Futebol do Palmeiras

    Galiotte, Cícero Souza e Mattos caminham na Academia de Futebol do Palmeiras

A derrota para o Corinthians no último domingo (5) fez uma série de questionamentos em relação ao planejamento do Palmeiras reaparecerem. Se na arrancada com Alberto Valentim a equipe alviverde recebeu diversos elogios, o revés no clássico mais importante do ano foi suficiente para que até mesmo o interino fosse questionado. A história se repete pela terceira vez: já tinha sido assim nas últimas duas derrotas desta temporada para o arquirrival. 

Até mesmo quem sempre esteve ao lado de Maurício Galiotte promete cobranças para que "o futebol tenha algum resultado em 2018". O primeiro ponto mais atacado por torcedores, conselheiros e diretores (deixando de lado a pesada crítica à arbitragem) foi a lateral esquerda, com Egídio. Mais uma vez, Alexandre Mattos e companhia foram duramente atacados pelas opções para a lateral esquerda.

Egídio teve participação direta em dois dos três gols corintianos e errou de forma crucial em momentos decisivos, com chutes de longe que foram parar nas arquibancadas do estádio corintiano. Com contrato encerrando em dezembro, ele volta a ter pouco clima para estender o seu vínculo.

O investimento de R$ 20 milhões em Deyverson voltou a ser usado como principal argumento para criticar a diretoria. O atacante não conseguiu mostrar um bom futebol desde a sua chegada, se recusou a bater pênalti nas oitavas de final da Libertadores e conseguiu ser expulso poucos minutos depois de entrar em campo no dérbi. Neste caso, sobram dedos apontados também para Cuca, que indicou e bancou o caro reforço.

Nem Alberto Valentim sai ileso. O interino palmeirense foi questionado por tentar implantar um sistema de marcação alta sem que consiga estruturar o time para se defender melhor. Os principais pontos destacados são a falta de velocidade de Edu Dracena e a deficiência na marcação de Egídio.

Valentim só não vê seu nome mais criticado pela falta de uma unanimidade para o comando da equipe em 2018. Durante a arrancada, seu trabalho foi bastante elogiado, mas a derrota de domingo transformou tudo em "águas passadas". Apesar disso, Mattos e Galiotte ainda pretendem observar de perto a reação da equipe e, para isso, uma vitória em Salvador contra o Vitória será fundamental.

Até mesmo Borja, que vinha em ascensão, voltou a ser alvo de críticas por causa do investimento de R$ 35 milhões. Como fez dois gols contra o Cruzeiro, justamente no jogo antes do clássico, ele pode ter um pouco mais de tolerância no clube.

Galiotte sabe a importância de terminar um ano em alta. Em crise de relacionamento com Mustafá Contursi, principal nome da política alviverde, ele precisa dos resultados para conseguir usar isso como defesa em seu favor. O presidente sempre gosta de lembrar que o planejamento alviverde havia sido muito elogiado no início da temporada, quando a base do campeão brasileiro foi mantida.

É importante destacar que o atual presidente promete não abrir mão - de jeito nenhum - da estrutura profissional que o clube construiu nos últimos anos, principal pedido de Mustafá. 

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