Wilson, o goleiro-artilheiro que nasceu no futsal e treinou com Zé Ricardo

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Arquivo pessoal

    O menino Wilson goleiro de futsal: artilheiro batendo livres e pênaltis na quadra

    O menino Wilson goleiro de futsal: artilheiro batendo livres e pênaltis na quadra

Quando Wilson cobrou o pênalti sofrido por Rildo na vitória por 4 a 0 contra o Avaí, no último fim de semana, milhares de torcedores do Coritiba sentiram o que o hoje empresário no ramo de imóveis Rafael Dutra sentia no início dos anos 2000: a alegria de ver o goleiro do time fazendo gols. "O Wilson batia pênalti, tiro livre, chute do meio da quadra... fazia gol a dar com o pau!", relembra o ex-companheiro de futsal no Flamengo, quando o atual goleiro do Coxa treinou com o agora técnico do Vasco, Zé Ricardo.

Arquivo pessoal
Wilson é premiado como goleiro de futsal do Vasco, em 1998

Eles foram campeões estaduais de futsal no Rio de Janeiro entre 1999 e 2000 pelo Flamengo, quando Wilson já treinava futebol de campo na Gávea. Era comum que o futsal pedisse o "empréstimo" para reforçar o time. "No infanto e no juvenil, nós tínhamos 16, 17 anos, e ele já jogava futebol de campo. Ele era muito requisitado lá para jogar e ele ia treinar umas duas vezes no máximo com a gente. Quando ele jogava a gente arrebentava", conta Dutra, "Ele fazia gol do meio da quadra. Ele tem muita qualidade com os pés".

Wilson também rodou pelo futsal de Vasco e Fluminense e de clubes que não têm futebol de campo, como o Tio Sam. Dutra lembrou que o goleiro fazia muitos gols – mesmo. "Um campeonato em que o artilheiro tem 16, 17 gols, e ele terminar com 6, 8 gols.. é bastante coisa", disse o amigo, que gostaria de ver Wilson cobrando faltas pelo Coxa.

"Falei com o Rafael Dutra hoje mesmo!", lembrou Wilson sobre o relato do amigo, "Realmente no futsal eu fazia muitos gols, era muito acionado. Tinha jogada de escanteio, de lateral comigo, realmente era um dos artilheiros pela facilidade em jogar com os pés". O goleiro do Coxa agradeceu à prática daqueles dias: "Me ajuda muito no futebol hoje". Wilson tem cinco gols na carreira como profissional. Dois pelo Coritiba: o de pênalti contra o Avaí e um de cabeça, em 2016, contra o Rio Branco, pelo Estadual. Os outros três foram pelo Figueirense, contra Campinense e Vila Nova-GO, na Série B de 2009, de pênalti, e um contra o Juventus-SC, em 2010.

"Eu já fiz gol de falta pelo Figueirense, vira e mexe até treino", comentou Wilson sobre o tento contra o Juventus catarinense, sem dar esperanças ao amigo Dutra ou a torcida do Coritiba: "Mas não dou muita ênfase. As equipes tem bons batedores, acabou fazendo mais o meu ali atrás. Mas pênalti sim, eu trabalho um pouco mais, também treinando para pegar, eu trabalho a batida para quando eu for acionado pode fazer a cobrança", confirmou o agora batedor oficial de pênaltis do Coxa.  

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