Adaptado e artilheiro: por que Nico López ainda não é protagonista no Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Ricardo Duarte/Internacional

    Atacante Nico López não se transformou em protagonista no Inter ainda. Por que?

    Atacante Nico López não se transformou em protagonista no Inter ainda. Por que?

Há pouco mais de um ano e quatro meses no Inter, Nico López não pode mais se queixar de adaptação. Depois de perder a temporada passada entre momentos fora do time e bons jogos esporádicos, o uruguaio cresceu bastante e é artilheiro do time em 2017. Ainda assim, está longe do protagonismo esperado em seu investimento. E há razões para explicar isso.

Com 24 anos, o atacante soma 49 partidas e 15 gols na temporada. Mesmo sem ser titular, é artilheiro da equipe com dois a mais que Brenner, vice-líder na corrida com 13 e que foi negociado com o Botafogo. Ainda soma cinco assistências como participação direta para gols. 

Nico é peça importante no elenco. Jogou 28 dos 34 jogos do Colorado na Série B. Seja pelo lado ou mesmo como centroavante, é considerado o 12º atleta de Guto Ferreira.

Ainda não é o que se espera dele. No ano passado, o Inter se esforçou muito para contar com ele, vencendo uma corrida contra o tempo no fechamento da janela de transferências do meio da temporada. Nos momentos finais do período de transações, anunciou o atleta que demandou investimento de 4 milhões de dólares (R$ 13,1 milhões na cotação da época) emprestados pelo empresário Delcyr Sonda.

A expectativa era que o jogador assumisse o posto mais relevante da equipe, algo que não aconteceu até agora. Nico foi titular em momentos eventuais do ano. No Gauchão, começou 12 partidas, com mais cinco na Copa do Brasil, duas na Primeira Liga e outras 14 na Série B. Um total de 33.

A explicação para isso pode se dar numa avaliação equivocada. O Inter esperava que Nico López fosse o atacante terminal quando o contratou. Só que mesmo nos melhores momentos de sua carreira, pelo Nacional do Uruguai, não era esta a função ocupada por ele. Nico sempre foi segundo atacante, não tem por característica jogar de costas para a defesa rival ou fazer pivô. Pelo contrário, prefere partir de trás com a bola dominada para fazer jogada individual ou mesmo concluir de fora da área, com seu potente chute de pé esquerdo.

A formação atual também não favorece Nico. O posto de atacante isolado precisa ser ocupado por um centroavante de porte físico e embate pelo alto. Por isso a contratação de Leandro Damião foi tão importante para a arrancada da equipe. Nico passou a ser reserva imediato do ex-flamenguista ou titular atuando pelo lado, onde também não é sua função pela necessidade de marcar o lateral adversário durante todo jogo. Ele cresceu defensivamente, mas não o suficiente para se firmar por ali até agora.

Também pesam contra Nico, mesmo em seu melhor momento pelo Inter, as características do torneio enfrentado pelo time atualmente. A falta de espaços na Série B e os jogos pautados pela disputa física prejudicam as principais capacidades do gringo. Tanto que suas melhores atuações foram contra times que disputam a Série A, como Corinthians e Palmeiras pela Copa do Brasil.

Com a proximidade da reabertura do mercado de transferências, Nico segue chamando atenção. Já foi especulado em uma série de equipes, entre elas Corinthians e Palmeiras. Tem vínculo com o Inter até o meio de 2020. No sábado, poderá ser titular contra o Vila Nova-GO, no Beira-Rio, devido as dores musculares que voltaram a atrapalhar o dono do posto mais perto do gol rival atualmente, Leandro Damião.

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