Chapa de Eurico diz ter provas de legalidade. Brant confia em Justiça

Bruno Braz e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

Encaminhada para a Justiça, a eleição do Vasco agora sustenta posições antagônicas de cada lado. O candidato de oposição Julio Brant, que venceu desconsiderando a chamada "urna da discórdia", confia na vitória nos tribunais. Já a chapa de Eurico Miranda, que ganhou somando os votos dos sócios sob suspeita, alega ter como comprovar a legalidade de tais votantes e se considera a vencedora.

De acordo com fiscais e membros da atual diretoria, eles têm provas de que os sócios acusados de fazerem parte de um mensalão estão de maneira regular no quadro social do clube.

"Não sei nem o que vão impugnar. Não sei. Vão impugnar os votos baseado em quê? Os votos estão na urna. O resultado está aí. Estão procurando pêlo em casca de ovo. Vou continuar reconstruindo o Vasco", declarou Eurico após a apuração.

Considerando-se o novo presidente do Vasco, Julio Brant acredita que uma decisão favorável à sua chapa sairá de maneira rápida:

"É uma decisão fácil da Justiça tomar. Quase 100% dos votos da urna separada foram a um candidato. Esse mês deve sair a decisão final".

Site oficial do Vasco
Assembleia Geral proclama Eurico Miranda vencedor

Brant lembrou que seu grupo não assinou o documento que decretou Eurico vencedor. Ele informou também que não irá ao Plantão Judiciário.

"Não assinamos o documento que dá a validade dos votos. Colocaram os votos em separado, contrariando a decisão da juíza. Vamos esperar com muita tranquilidade. Não vamos hoje (quarta-feira) ao Plantão Judicial, vamos aguardar a juíza. A chapa vai tomar as medidas para recorrer do resultado", disse.

Na "urna da discórdia", Eurico ganhou amplamente: foram 428 votos contra os 42 de Julio Brant, além dos 4 de Fernando Horta, que abriu mão de sua candidatura em nome da de Julio. No entanto, decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que se o vencedor não tivesse uma margem de votos superior ao número de sócios em situação possivelmente irregular, estes seriam analisados em juízo.

Bruno Braz/UOL
Despacho da desembargadora sobre a "urna da discórdia" no Vasco

Nas outras seis urnas "regulares", Brant alcançou uma vitória por 1.933 a 1.683, diferença insuficiente para dar por encerrado o disputado pleito ocorrido no ginásio de São Januário. Ao final da contagem, as duas chapas deixaram o ginásio cantando vitória.

Os 474 sócios que votaram na "urna da discórdia" ingressaram de forma maciça no fim de 2015, antes do encerramento da categoria "sócio-geral", plano mais barato que dava direito a voto.

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