Euriquinho revela ameaças de morte após eleição tumultuada do Vasco

Bruno Braz, Leo Burlá e Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Divulgação/Vasco

    Euriquinho diz que levará provas para Delegacia de Repressão a Crimes de Informática

    Euriquinho diz que levará provas para Delegacia de Repressão a Crimes de Informática

A polêmica eleição do Vasco tem seus desdobramentos a cada dia. Enquanto ocorre a disputa jurídica para se definir quem, entre Eurico Miranda e Julio Brant, venceu de fato o pleito cruzmaltino, um movimento nas redes sociais tenta, de alguma forma, influenciar nas diretrizes do processo. E entre as ações, uma tem tornado a vida dos dirigentes atuais um verdadeiro inferno: o vazamento de seus telefones. Segundo o vice de futebol Eurico Brandão, o Euriquinho, ele e toda a família do presidente do Vasco receberam ameaças de mortes.

"Vocês (jornalistas) não têm noção. Eu estou sendo ameaçado por mais de 500 pessoas. Acha que eu vou ficar respondendo? As pessoas me mandam foto de microondas na favela, botam minha foto e dizem que vão me queimar. Colocam fotos dos meus filhos... Vocês acham que isso é brincadeira? Vocês não têm noção das coisas que acontecem. Tem diversas ameaças de morte. As pessoas brincam com coisa séria", declarou ao UOL Esporte.

Euriquinho informou que está reunindo provas para encaminhá-las à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). "Vamos tomar algumas medidas judiciais, principalmente junto à delegacia de crimes de informática. Todos os telefones que têm me ligado ou mantido contato via WhatsApp serão encaminhados à delegacia própria, assim como as fotografias destes números", disse o dirigente vascaíno.

O UOL Esporte já havia revelado os ataques que o clube vinha sofrendo desde a eleição da última terça-feira. Além de Euriquinho, foram alvos de trotes a secretaria de São Januário, o outro filho de Eurico Miranda, Álvaro Miranda, que é gerente da base, além do próprio presidente.

"Tinham 80 ligações no meu celular. Aí tive que desligar à tarde. Quando liguei novamente, tinham mais 80. Descobriram meu telefone", alegou Eurico em entrevista coletiva na última quinta.

Entenda o caso

Houve uma suspeita no elevado número de adesões de sócios entre novembro e dezembro de 2015, último período para poder votar. A Justiça, então, determinou que a urna 7 fosse separada das outras, e vai analisar posteriormente se os 475 votos contidos nela serão válidos ou não. Nesta, Eurico teve mais de 90% dos votos. Desconsiderando-a, Julio Brant foi o vencedor do pleito.

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