Inter mantém 'dança das cadeiras' e chega a sete técnicos em dois anos

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

Sete treinadores em 23 meses. Ou um treinador a cada três meses e meio. Este é o número que o Internacional atingirá quando Odair Hellmann comandar o time pelos próximos três jogos. A demissão de Guto Ferreira mantém a estratégia de troca e a insegurança de quem assume o reservado vermelho.

No ano passado foram quatro comandantes. De Janeiro a julho, Argel Fucks. Entre julho e agosto Falcão. De agosto a novembro Celso Roth e nos últimos três jogos da temporada Lisca.

Talvez resultado de tantas trocas e tamanha incerteza, o Colorado foi rebaixado à Série B.

Mas a gestão era outra. Quando Marcelo Medeiros assumiu o cargo máximo do Inter neste ano disse junto a seus comandados do futebol que a ideia era continuiudade. As trocas de técnico ocorreriam em número bem menor. Mas não foi exatamente o que ocorreu.

Antonio Carlos Zago assumiu em janeiro e caiu em maio. Odair Hellmann comandou interinamente o time em uma partida e naturalmente não seria colocado na lista por isso. Mas Guto Ferreira, que assumiu no fim de maio, acabou caindo neste sábado e obrigará Odair a fazer parte da relação pois mais três partidas estarão sob comando dele. O sétimo técnico em 23 meses, sendo que dois destes meses não houve futebol pois era períodos de férias.

"Faz parte do futebol. Os treinadores são alvo de críticas e cobranças. Parte da mídia simpatizava, outra parte não simpatizava. Como mencionei, não se decide assim por vaias ou uma ou outra derrota. Há um diagnóstico, um trabalho interno, segmento, a decisão foi tomada hoje", disse o presidente Marcelo Medeiros.

"É a última coisa que gostamos de fazer. Tivemos que fazer isso no meio do ano porque tivemos que fazer. A metodologia entendíamos que não iria surtir o efeito que esperávamos na temporada. Trocamos, optamos pelo Guto Ferreira. Um técnico acostumado com a Série B, que conhece muito bem o campeonato, os times, os jogadores que jogam a Série B. Fizemos a decisão correta naquele momento. Chegamos até esta rodada, faltando três, com chance de garantir o acesso. Tivemos na liderança até agora. Mas achamos que o time se desorganizou, não conseguimos mais jogar, tivemos três jogos para confirmar no Beira-Rio e o time não conseguiu jogar. Ceará, CRB, hoje também não. Corremos risco de perder jogos. Optamos por isso", disse o vice de futebol Roberto Melo.

Pelo menos em 2018 não terá 'técnico tampão', como foi Lisca no ano anterior. Odair terá três partidas - o mesmo número de Lisca - para garantir o ponto que falta e confirmar o acesso à Série A. 

Confira o desempenho de cada um dos sete técnicos recentes do Inter.

Argel Fucks (agosto de 2015 a julho de 2016)
61 jogos: 33 vitórias, 14 empates, 14 derrotas
61,4% de aproveitamento.

Paulo Roberto Falcão (julho de 2016 a agosto de 2016)
5 jogos: 2 empates, 3 derrotas
13% de aproveitamento.

Celso Roth (agosto de 2016 a novembro de 2016)
22 jogos: 6 vitórias, 6 empates, 10 derrotas
36% de aproveitamento.

Lisca (novembro de 2016 a dezembro de 2016)
3 jogos: 1 vitória e 2 empates
44% de aproveitamento.

Antonio Carlos Zago (janeiro de 2017 a julho de 2017)
30 jogos: 14 vitórias, 10 empates e 6 derrotas
57,7% de aproveitamento.

Guto Ferreira (julho de 2017 a novembro de 2017)
33 jogos: 17 vitórias, 9 empates e 7 derrotas
58,5% de aproveitamento.

Odair Hellmann (até o fim deste ano)
1 jogo: 1 vitória
100% de aproveitamento.

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