Vasco reitera lisura da eleição e se diz solidário aos sócios da "Urna 7"

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

    Eleição do Vasco ainda está longe de ter um fim

    Eleição do Vasco ainda está longe de ter um fim

A eleição no Vasco foi na terça-feira, mas o pleito está longe de ter um fim em São Januário. Uma semana após a votação, o clube emitiu uma nota oficial para  esclarecer alguns pontos. No comunicado, o Cruz-maltino tornou a afirmar que as 691 pessoas da lista da já famosa urna 7, composta por sócios que não estariam aptos a votar, estão regulares.

Na mensagem divulgada, o Vasco "lamenta a forma vexatória como esses sócios foram tratados e se solidariza com cada um deles". O clube garantiu ainda que "nos foros judiciais apropriados, provará que todos eles preencheram suas fichas regularmente, tinham mensalidades em dia lançadas na contabilidade do clube e estavam aptos a votar".

Separada judicialmente das demais para receber sócios com cadastros suspeitos, a urna 7, já citada publicamente como "urna da discórdia", deu a vitória inicial a Eurico Miranda, que terá o resultado questionado na Justiça. Ganhador no restante do pleito, o opositor Julio Brant teve só 42 votos contra 428 do atual presidente, que por isso passou à frente na contagem geral.

O Vasco foi notificado nesta sexta-feira (10) da decisão da juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, que exigiu que o clube comprove em 48 horas os pagamentos dos sócios bem como corrija a ata da Assembleia Geral, assinada pelo presidente Itamar Ribeiro de Carvalho, que proclamou a vitória a Eurico. Portanto, o Cruzmaltino tem até esta terça para cumprir a determinação.

Confira a íntegra:

Em respeito à sua grandeza, aos sócios e aos torcedores em geral, o Club de Regatas Vasco da Gama considera indispensáveis alguns esclarecimentos quanto à eleição realizada no último dia 7 de novembro.
 
Antes de tudo, cabe lembrar que no referido pleito houve um vencedor: a chapa "Reconstruindo o Vasco", encabeçada pelo atual presidente, Eurico Miranda. Resultado este devidamente proclamado e registrado em ata conforme determina o estatuto do clube.
 
Muito tem se falado sobre a eleição. Consideramos inerente ao processo eleitoral que embates sejam travados e, em alguns casos, os ânimos fiquem exaltados, dentro dos parâmetros da civilidade. Mas tudo tem um limite.
 
Não há como negar que a eleição no Vasco da Gama foi realizada da forma mais transparente possível, desde a campanha até o dia de votação, com acompanhamento das partes interessadas e da mídia em geral. 
 
Mas no decorrer do processo eleitoral, uma manobra expôs associados, colocando alguns interesses acima da reputação de cada um.
 
Uma lista com 691 pessoas foi elaborada criteriosamente por um grupo e jogada publicamente. Pais e mães de família, filhos. Todos injustamente suspeitos de ganharem direito a voto sem estar regularmente associados ou sem pagar mensalidade. 
 
Um equívoco que se evidencia logo de início: alguns nomes dessa lista são sócios benfeitores remidos, que por serem isentos de pagamento jamais poderiam estar irregulares com mensalidades.
 
O volume maior de associação entre novembro e dezembro de 2015, como foi dito, deveu-se à suspensão da adesão à categoria de sócio geral no final daquele ano. Em 2016, viria a ser lançado o sócio torcedor. Daí a corrida dos associados. Também é bom ressaltar que, entre esses novos sócios, muitos são parentes e funcionários do clube. Tudo dentro da normalidade.
 
Por causa dessa lista, esses sócios - pais, mães e filhos - foram obrigados a votar separadamente sob fiscalização diferenciada. Depois, receberam telefonemas e visitas de jornalistas. Seus nomes, CPFs e endereços foram divulgados na imprensa. Tiveram dados pessoais devassados, embora tramitasse o processo sob segredo de Justiça.
 
Essas pessoas foram alvo de calúnias, ofensas e até ameaças. Entre os 691 eleitores da urna 7, 216 deixaram de exercer o direito legítimo ao voto, mesmo sendo a primeira vez em que participariam de um pleito no clube. 
 
O Club de Regatas do Vasco da Gama lamenta a forma vexatória como esses sócios foram tratados e se solidariza com cada um deles. Nos foros judiciais apropriados, provará que todos eles preencheram suas fichas regularmente, tinham mensalidades em dia lançadas na contabilidade do clube e estavam aptos a votar. 
 
Como se diz no jargão do esporte que tanto nos orgulha, vamos correr na bola, sem apelos ou faltas desleais.

 

 

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