Gilvan explica situação de Diogo Barbosa e admite conversas por Egídio

Enrico Bruno, José Edgar de Matos e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte e em São Paulo

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Cerca de 20 minutos antes da partida entre Cruzeiro e Avaí começar, o presidente Gilvan de Pinho Tavares, foi aos microfones para explicar a situação do lateral Diogo Barbosa, de malas prontas para o Palmeiras, e confirmar o interesse do clube por Egídio.

O mandatário confirmou que a situação financeira foi mesmo o principal entrave para exercer o direito de compra do jogador. Já tratando a situação como irreversível, o presidente ainda comentou o futuro do clube e a boa relação com o Palmeiras, que poderá auxiliar no retorno de Egídio à Toca da Raposa.

"O Diogo foi emprestado em novembro de 2016 com uma cláusula que o Cruzeiro poderia exercer o direito de 25% dos direitos econômicos do atleta. Mas o contrato dizia que os direitos federativos continuariam com o Coimbra-POR. Esse contrato teria duração até dezembro de 2018, e o Cruzeiro teria o direito de ficar com mais 25% por mais 1 milhão de euros. Mas o contrato consta que, se chegasse, durante a vigência, uma proposta de qualquer clube, empresário ou do próprio atleta, para uma aquisição acima de 2 milhões de euros, o Cruzeiro era obrigado a cumprir. Não tivemos condição de adquirir esses 25% para nos tornarmos donos de 50% do atleta. Ainda que conseguíssemos os outros 25%, ainda sim, o clube detentor da outra metade poderia negociar esse atleta", iniciou o presidente.

Gilvan ainda comentou sobre as conversas com Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro para o triênio 2018-2020. Nos últimos dias, o atual e o futuro mandatário tentaram encontrar uma saída para segurar o lateral no clube. Contudo, Gilvan alegou que os problemas financeiros impediram a permanência de Diogo.

"Fizemos contato com a diretoria nova e expusemos esse detalhe. Existe a possibilidade de, a qualquer momento, o atleta ser pretendido por outro clube. Na situação de momento do Cruzeiro, não tínhamos condições financeiras de arcar com isso. Além de todos os problemas, de carência de dinheiro, 25% dessas nossas receitas com bilheteria no Mineirão e até no Independência estão confiscadas na justiça. A gente nem recebe esse valor total de bilheteria. É com sacrifício que bancamos um clube como o Cruzeiro e manter os pagamentos em dia. Queremos ver se chegamos ao final do mandato com essa mesma disposição de cumprir os nossos compromissos", acrescentou.

Egídio de volta?

Questionado sobre a possível volta de Egídio à Toca da Raposa, Gilvan confirmou que o nome do jogador é estudado pela diretoria e pelo técnico Mano Menezes. As duas partes já estão conversando.

"Não foi possível segurar o Diogo, mas temos um entendimento bom com o Palmeiras. Conversamos com o treinador do Cruzeiro sobre um atleta que eles têm e que pode não ficar. E o Palmeiras ficou propenso a nos ajudar nessa transação, abriu as portas do clube para conversar com nosso treinador, estão dispostos a emprestar sem ônus", finalizou Gilvan, confirmando o nome de Egídio logo em seguida.

"Esse jogador é o Egídio e o Cruzeiro tem interesse", concluiu.

O problema é que o vínculo de Egídio com o Palmeiras se encerra em dezembro de 2017. O atleta de 31 anos não terá compromisso com o Palmeiras ao término da temporada, o que inviabilizaria um empréstimo. O lateral esquerdo foi bicampeão brasileiro com as cores do Cruzeiro em 2013 e 2014.

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