Yaya Touré vê Jesus como 'futuro do City' e cita lição no Barça por título

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

  • Alex Livesey/Getty Images

A temporada impecável do Manchester City, líder isolado da Premier League e classificado para as oitavas de final da Liga dos Campeões como primeiro do Grupo F com um jogo de antecedência, ganhou sabor ainda mais especial na noite desta terça-feira (21). A vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord-HOL, no estádio Etihad, pelo torneio europeu, foi emblemática do projeto a longo prazo que Josep Guardiola prepara para o clube inglês, cujo elenco passa por um processo de rejuvenescimento desde a chegada do treinador, em 2016.

Com a vaga no mata-mata assegurada e na briga pela liderança da chave, que se confirmou com os resultados de terça, Pep lançou mão de uma equipe mista. Porém, a formação que terminou a partida retrata bem por que o lado azul de Manchester pode ter esperança de conquistas no curto, médio e longo prazo. As três substituições de Guardiola no segundo tempo levaram a campo Gabriel Jesus, 20 anos, Brahim Díaz, meia-atacante espanhol de 18 anos e Phil Foden, meia-atacante inglês, 17.

O trio é composto pelos atletas mais jovens do elenco do City. O brasileiro foi contratado pelo clube em janeiro, e os outros dois são joias da base promovidas pelo catalão – Díaz fez apenas a segunda partida pela equipe profissional, enquanto Foden, eleito o melhor do Mundial sub-17 no título da Inglaterra, no fim de outubro, na Índia, teve o prazer de debutar pelo clube do coração.

Phil Noble/Reuters

"Eles são o futuro do City", sentenciou Yaya Touré, 34, um dos veteranos do plantel e ídolo da torcida. "É importante que fiquem por muito tempo no clube e aprendam com os mais experientes. Isso é fundamental no desenvolvimento da carreira destes jovens", prosseguiu o marfinense. "Quando estamos cercados de grandes jogadores, a chance de ser campeão é muito maior".

Embora o Manchester City impressione não só pelos resultados – invicto na temporada com 17 triunfos em 19 partidas – mas principalmente pelo futebol deslumbrante, Touré coloca o pé no freio quando o assunto é favoritismo.

"O que aprendi no Barcelona de 2009 é não se importar muito com os elogios, porque se você se apegar muito a eles, os adversários te destroem na sequência", disse, em alusão à equipe catalã comandada por Guardiola. Naquela campanha, a de estreia do técnico em um time principal, os blaugranas alcançaram a Tríplice Coroa pela primeira vez no futebol espanhol, com os títulos da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei.

Em que pese o status de lenda da história moderna do Manchester City, Yaya Touré não teve muitas oportunidades com Pep até agora na temporada. A atuação diante do Feyenoord foi apenas a quinta na atual jornada. Com Fernandinho soberano na cabeça de área do time – o brasileiro foi poupado nesta terça –, o marfinense só tinha sido titular em dois jogos da Copa da Liga, a competição menos importante do calendário inglês.

"Frustrado?", respondeu sobre os poucos minutos em ação. "Se eu estivesse infeliz, já teria pedido para o treinador para não ficar no banco e ir para casa", finalizou o jogador cujo contrato foi o único renovado do plantel, por mais 12 meses, ao final do primeiro ano de Guardiola no City.

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