Mercado, F. Melo, laterais... Roger e seus primeiros desafios no Palmeiras

Danilo Lavieri e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

Confirmado como técnico do Palmeiras na última quarta-feira, Roger Machado vai enfrentar as primeiras missões logo após o fim do Campeonato Brasileiro, em meio ao período de férias do elenco. Todo o planejamento do clube alviverde, a partir de agora, conta com a participação direta do novo treinador, que terá a responsabilidade de definir novas contratações, saídas, permanências e questões ainda "mal resolvidas" do dia a dia, como o futuro de Róger Guedes e a manutenção de Felipe Melo entre os titulares.

A reportagem do UOL Esporte listou cinco questões quase que imediatas para o treinador. Algumas delas vão ser resolvidas nas primeiras semanas após o fim da Série A, outras quando a temporada começar. O Palmeiras, afinal, acelerou a negociação com Roger Machado para ter o treinador diretamente ligado ao processo de montagem do elenco para 2018.

Lateral direito? É preciso?

Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Mayke é o titular da lateral direita, mas não é visto como unanimidade pelos torcedores

As laterais do Palmeiras sofreram com críticas durante o ano. Na direita, Jean, Mayke e Fabiano (que mal jogou) não convenceram, enquanto Egidio termina o ano como o atleta mais perseguido pelo torcedor e com o contrato próximo do fim. Do lado esquerdo, o time alviverde agiu rápido e contratou o cruzeirense Diogo Barbosa. Cabe a Roger Machado avaliar se o trio destro é o suficiente para sustentar-se durante mais uma temporada. O clube, antes mesmo da chegada do treinador, monitora o mercado de atletas para a posição.

O que fazer com Róger Guedes e Arouca?

Arouca voltou de lesão, porém pouco atuou. O espaço reduzido dentro do elenco palmeirense gerou procura por parte de outros clubes. O Palmeiras não dificultará negociações para o volante sair, embora a avaliação final pela continuidade agora caiba a Roger Machado.

Situação parecida vive Róger Guedes. Com problemas de "postura" neste ano, o jovem, que até foi afastado dos treinos por uma semana para passar por uma reciclagem, é uma das principais peças palmeirenses no mercado. Entretanto, Roger tem o poder para mantê-lo no elenco, embora a situação se destine para um fim de relação entre o camisa 23 e o time alviverde.

Felipe Melo + 10?

Marcello Zambrana/Agif/Estadão Conteúdo
Felipe Melo + 10? Colocar o veterano no banco gerou pressão sobre Cuca neste ano

Felipe Melo, sob o comando de Alberto Valentim, se tornou novamente um titular absoluto do Palmeiras. Atleta defendido por boa parte dos torcedores – geralmente é o mais ovacionado no Allianz Parque –, o meio-campista, nos tempos de Cuca, se tornou uma sombra dentro do elenco. Quando retornou do afastamento e ocupou uma vaga no banco de reservas, ele se tornou um "peso", ainda mais com as derrotas da equipe para Corinthians e Vitória, que praticamente eliminaram as chances de título na Série A

A maior pressão pela escalação de Felipe Melo vinha da arquibancada. O símbolo deste respaldo da torcida veio em uma pichação nas bilheterias do Allianz Parque, que exigia a escalação do veterano entre os titulares. Coincidentemente, no jogo seguinte (Flamengo), Felipe Melo voltou ao time e de lá não saiu mais – ficou fora contra o Avaí apenas pela suspensão imposta pelo STJD.

Capitania palmeirense

Dudu é o capitão do Palmeiras, mas é Fernando Prass quem assume a função de principal líder do elenco. O camisa 7 passou a ostentar a faixa nos jogos da equipe alviverde por conta da lesão do goleiro no ano passado e segue até hoje. Eduardo Baptista, no primeiro semestre, optou por manter o mesmo cenário de 2016, assim como Cuca. Agora cabe a Roger, em um fim de ano de mais questionamentos – alto investimento e sem títulos -, decidir sobre quem será o símbolo da liderança dentro das quatro linhas.

E os jovens?

Daniel Vorley/AGIF
Hyoran fez gol contra o São Paulo, mas termina o ano com poucos minutos jogados

Desde a chegada de Alexandre Mattos, o Palmeiras adota uma política de investir em jovens com potencial de futuro. Ao mesmo tempo, estes atletas mais novos sofrem com a falta de espaço em virtude do poder econômico alviverde que permite ao campeão brasileiro de 2016 investir pesado para reforçar o elenco. Dois nomes que chegaram com destaque no início do ano terminam a temporada de maneira tímida: Raphael Veiga e Hyoran.

Potenciais alvos para empréstimos, os dois meio-campistas aguardam por novas chances com Roger Machado. Neste ano, Veiga, destaque do Coritiba em 2016, entrou em campo 22 vezes, enquanto Hyoran, promessa da Chapecoense, atuou em cinco partidas. Ambos são constantemente envolvidos em especulações para deixar o Palmeiras no ano que vem - o clube até aqui nega qualquer interessado nos dois atletas.

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