Eleito há um ano, Galiotte melhora caixa, mas vê bola e política em crise

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

    Galiotte controlou as finanças, mas não viu o campo dar o resultado esperado no Palmeiras

    Galiotte controlou as finanças, mas não viu o campo dar o resultado esperado no Palmeiras

Há um ano, Mauricio Galiotte ganhava a eleição para presidência do Palmeiras. Embora só tenha assumido o cargo no dia 15 de dezembro, ele já participava ativamente das decisões como vice de Paulo Nobre, seu padrinho de campanha.

O fim da parceria com seu antecessor, aliás, foi a primeira grande crise de sua gestão. Por não afastar a Crefisa do clube, o então presidente viu um primeiro grupo de dissidência ser criado em uma até então controlada política.

O episódio não foi decisivo para o abalo da paz nas alamedas alviverde. Recentemente, no entanto, a paz acabou. Mustafá Contursi, que já insistia nas críticas à gestão por causa da manutenção do profissionalismo, se envolveu em um escândalo de suposto cambismo e se isolou no clube.

O ex-presidente ficou tão em xeque que vê até mesmo o Ministério Público entrar nas investigações do negócio que movimentava 70 ingressos por jogo a R$ 250 cada.

Dono da maior ala política, Mustafá deu o aval para que seus correligionários distribuíssem críticas e espalhassem notícias – nem sempre verdadeiras – que pudessem afetar o futebol. Sua principal vítima sempre foi o diretor de futebol Alexandre Mattos.

Afastado também da Crefisa, ele passou a ser oposição às vésperas de mais um ano eleitoral, o que transforma o cenário para 2018 um pouco mais difícil de ser lido.

Apesar da aparente blindagem do principal setor do clube em relação ao furacão político, dentro de campo, o resultado não foi satisfatório. Vindo de uma pré-temporada recheada de expectativas pelo alto investimento, o time fracassou em todas as oportunidades decisivas. Foi eliminado do Paulista após perder de 3 da Ponte, caiu na Libertadores dentro de casa e viu o arquirrival ser campeão do Brasileiro. Trocou de técnico três vezes no ano e ainda viu Borja, sua principal aposta, fracassar.

Se na política e no campo Galiotte tem poucas coisas para comemorar, quando olha no aspecto econômico, o administrador pode celebrar. O Palmeiras está perto de zerar as suas dívidas bancárias e já projeta até um fundo para poupar dinheiro em um futuro próximo, fato que seria inédito no país.

As dívidas bancárias, aliás, têm como credor justamente o seu hoje rival político Paulo Nobre. O pagamento da dívida com ele foi adiantado graças aos contratos de televisão fechada com o Esporte Interativo e o de venda de Gabriel Jesus para o Manchester City.

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