Delegada que intimou Eurico fala em "indício de fraude" na eleição do Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

A delegada Patrícia de Paiva Aguiar, da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil, investiga o que ela chama de "indícios de fraudes" na eleição do Vasco que aconteceu no último dia 7. A autoridade intimou o presidente do clube, Eurico Miranda, a depor nesta quarta-feira às 14h e já adiantou que o dirigente responderá por crime de desobediência por não entregar a lista de votantes exigida dentro do prazo estipulado.

"Quatro pessoas foram intimidas e ouvidas aqui em sede policial onde relataram algumas irregularidades na questão de captação destes sócios para votarem. Existem indícios de que ocorreram fraudes e estamos trabalhado muito no início ainda. O inquérito foi instaurado agora dia 27 (última quarta) e a Delegacia de Defraudações tem um prazo de 30 dias para concluí-lo", declarou a delegada, reforçando que as exigências ainda não foram cumpridas:

"Fizemos alguns ofícios ao clube que ainda não foram respondidos".

Além de Eurico, foram intimidados o assessor da presidência, Ricardo Vasconcellos, e mais dois funcionários do clube. As quatro pessoas ouvidas pela delegada foram os mesmos sócios que depuseram na Delegacia de Repressão à Crimes de Informática (DRCI) dias depois da eleição. Eles alegaram um suposto esquema de associação irregular. 

Decisão da Justiça frustra delegada

Estava nos planos da delegada Patrícia Aguiar periciar o banco de dados dos sócios do Vasco que estava sob juízo. A autoridade havia solicitado um compartilhamento de provas, mas ela se viu frustrada uma vez que, em audiência nesta terça-feira no Tribunal de Justiça, por 2 votos a 1 decidiu-se devolver os HD's ao clube sem que ocorresse a perícia.

"Seria interessante se pudéssemos periciar o HD, mas é apenas mais uma etapa da investigação. Não digo que é fundamental, porque é uma união de provas. A gente vai caminhando devagarinho para saber quem efetivamente votou", declarou.

Entenda a polêmica da eleição do Vasco

A urna 7 da eleição do Vasco ficou sub-júdice com 691 sócios sob suspeitas de irregularidades. No dia do pleito, 475 votaram, sendo 90% deles em Eurico, o que ajudou o atual presidente a vencer no somatório total. Na Justiça, porém, a juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil, havia decidido por desconsiderar a urna polêmica, o que dava a vitória ao candidato de oposição Julio Brant, mas na semana passada, a desembargadora Marcia Ferreira Alvarenga concedeu um efeito suspensivo que voltou a dar validade aos sócios suspeitos até que se encerrem as investigações.

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