Luan x Sasha esquenta rivalidade Gre-Nal e começou com Gauchão

Jeremias Wernek e Marinho Saldanha

Do UOL, em Buenos Aires e Porto Alegre

  • Agustin Marcarian/Reuters

Luan e Eduardo Sasha protagonizam um episódio paralelo ao tri da Libertadores obtido pelo Grêmio. Mas essa história não começou agora e remete ao Campeonato Gaúcho de 2016. Lá atrás, o meia-atacante do Inter provocou os gremistas. Desde dezembro, no entanto, o jogo virou e quem tem zoado a valer é o grande destaque do melhor time da América do Sul.

Os dois jogadores não chegaram a ter atrito ao vivo, com bola rolando. As provocações seguem apenas nos microfones.

Em maio do ano passado, o Inter venceu o Juventude e ganhou o hexa estadual. O Grêmio havia sido eliminado pelo time de Caxias do Sul na semifinal do Gauchão. E Sasha, em um Beira-Rio lotado, assumiu o protagonismo na hora de tirar onda.

No primeiro jogo daquela final houve polêmica com o camisa 9: ele foi flagrado pelo microfone ambiental gritando "aqui não é Grêmio, c...".

No segundo duelo, o camisa 9 marcou um dos gols do Colorado e ao comemorar, simulou uma dança. O movimento remeteu a Valsa dos 15 anos, em alusão ao período sem títulos do Grêmio. A torcida no estádio foi a loucura pelo combo de título e novo fracasso do rival. Os jogadores do Grêmio não esqueceram.

Ricardo Duarte/Divulgação

Semanas depois, em um clássico pelo Brasileiro, o Grêmio venceu o Inter em pleno Beira-Rio. Ao final do jogo, Edilson pegou a bandeira de escanteio e foi para frente da torcida do Grêmio. Os colorados protestaram alegando falta de respeito.

Em dezembro de 2016, o Grêmio venceu a Copa do Brasil e viu o Internacional ser rebaixado pela primeira vez. Luan teve a chance perfeita de alfinetar Sasha.

"Hoje a gente tá campeão e o Sasha é c...", disse na zona mista.

A frase virou meme. Calou fundo. Mas não gerou confronto duro no único Gre-Nal disputado em 2017, na fase de classificação do Gauchão. À época da primeira provocação de Luan, Sasha se calou.

Na quarta-feira, ainda no gramado de La Fortaleza, Luan voltou a citar Sasha. "Tá ao vivo? Então seguinte, o papai tá aqui. É campeão da Libertadores, o Grêmio é campeão da Libertadores e o Sasha continua um c...", afirmou.

A retomada na história surpreendeu até quem convive com Luan. Os dois jogadores não possuem uma rivalidade extracampo. Não há um conflito declarado e nem velado. O camisa 9 do Inter só passou a ser alvo pela dança em maio de 2016.

Grêmio vai à forra

Se o período sem títulos grandes foi ruim, pior foi ficar sem taças e ver o rival ganhando. Os títulos do Inter (duas Libertadores, Mundial, duas Recopas e Copa Sul-Americana) fizeram o Grêmio comemorar com mais gana o tri.

E evidente que a rivalidade foi abordada. Ainda no estádio do Lanús, Edilson puxou o coro em um vídeo que pede "um minuto de silêncio para o Inter que está morto".

Renato Gaúcho, em coletiva, parabenizou o Inter por voltar a Série A. E além da ironia, disse que os colorados poderiam aproveitar o feriado no Rio Grande do Sul por conta do tri da Libertadores.

Mais que o simples fato de voltar a ter superioridade em relação ao Inter, o Grêmio celebra o segundo ano seguido de alegria. E a segunda temporada ruim no rival. Se em 2016 o Colorado caiu, em 2017 teve três técnicos e não conseguiu ser campeão da segunda divisão.

"Mais uma vez o final de ano é azul", resumiu Maicon. "O torcedor tem que comemorar mesmo", completou.

Luan e Sasha nada mais são do que um exemplo concreto da rivalidade Gre-Nal. E o atestado, se é que faltava, de que a gangorra mudou de lado.

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