Polícia prende membros de torcidas do Rio; dirigentes são investigados

Do UOL, em São Paulo

  • Leo Burlá/UOL Esporte

Uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e do Ministério Público com o Juizado Especial do Torcedor está nas ruas na manhã desta sexta-feira (01) para cumprir mandados contra dirigentes de times e integrantes de torcidas organizadas do Rio de Janeiro. 

Segundo informações da "TV Globo", depois confirmadas pelo UOL, o presidente da Young Flu, Manuel de Oliveira Menezes, e o vice Luiz Carlos Torres Júnior foram presos pela polícia civil. Além deles, Ricardo Alexandre Alves, presidente da Força Flu, também foi detido pelas autoridades.

São quatro mandados de prisão, oito de condução coercitiva, nas quais dirigentes dos times do Rio são alvos, e 14 de busca e apreensão. Dirigentes de Fluminense, Botafogo, Vasco e um empresário ligado ao Fla são os alvos de mandados de condução coercitiva.

A operação começou para investigar a relação entre clubes e torcidas organizadas. A polícia identificou que, mesmo as torcidas que estão banidas dos estádios, recebiam regularmente os ingressos, que eram repassados para cambistas e vendidos a preços altíssimos.

Veja nota do Ministério Público do Rio de Janeiro

MPRJ participa de operação da Polícia Civil para combater ilegalidades cometidas por dirigentes de clubes de futebol e de torcidas organizadas

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), participa, nesta sexta-feira (1/12), de operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).

O objetivo da Operação Limpidus é cumprir quatro mandados de prisão temporária, 13 de busca e apreensão e oito de condução coercitiva, todos expedidos pelo juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE).

A ação tem o intuito de combater ilegalidades cometidas por dirigentes de clubes de futebol e de torcidas organizadas. As investigações identificaram o desvio de ingressos para cambistas e o descumprimento de decisões judiciais. De acordo com o inquérito, os clubes fornecem ingressos às torcidas organizadas, que acabam sendo desviados para o cambismo.

Outra ilegalidade cometida pelos clubes é o financiamento de torcidas organizadas já penalizadas com medidas de afastamento. Para o MPRJ, as condutas estariam fomentando a violência nos estádios.

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