Polícia, Abel e derrotas: Flu termina uma temporada para esquecer

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

O Fluminense terminou dezembro festejando uma vaga na Copa Sul-Americana, mas nem a conquista minimiza o sufoco pelo qual o clube passou em 2017.

Sem grana em caixa, o Flu apostou em Xerém. É bem verdade que o clube revelou o promissor Wendel, mas a excessiva juventude do time pesou na hora da decisão. Foi assim na final do Carioca, quando foi derrotado pelo rival Flamengo, na Sul-Americana [eliminação para o mesmo rival] e em diversas partidas do Campeonato Brasileiro.

A situação complicada no Flu piorou consideravelmente após os problemas familiares enfrentados pelo técnico Abel Braga. Ainda que o técnico tenha seguido o trabalho, o abalo foi nítido e o comandante carregou esse peso extra ao longo da temporada.

As complicações aumentaram ainda mais com os constantes atrasos salariais. O ano inteiro o elenco teve de conviver com as dívidas da diretoria, algo que ainda perdura. É grande a expectativa para que o grupo veja todos os débitos quitados, mas não é uma questão tão simples assim.

A penúria tricolor tem uma explicação: a gigantesca dívida contraída ao longo dos anos. Na última semana, Diogo Bueno, vice-presidente de finanças do clube, revelou que o buraco aumentou de R$ 434 milhões para R$ 440 milhões.

Diante desde cenário caótico, resta ao Fluminense negociar suas promessas. Richarlison foi para o inglês Watford, e Wendel será companheiro de Neymar no Paris Saint Germain.

Quando parecia que nada poderia piorar, o Tricolor se viu no centro de um furacão. A "Operação Limpidus", que investiga a relação de clubes e organizadas, demonstrou que o Flu era cúmplice de algumas facções na distribuição de ingressos gratuitos.

O UOL Esporte revelou que a relação era ainda mais estreita. Na partida diante do Cruzeiro, pelo Brasileiro, o clube pagou o aluguel de dois ônibus para angariar apoio no Mineirão. A operação custou R$ 10 mil aos cofres tricolores. Para piorar, as 200 cortesias distribuídas eram meias-entradas que não tinham nenhuma comprovação legal para que o benefício fosse concedido.

Pressionado por todos os lados, o presidente Pedro Abad não cogita renunciar ao cargo, mas os últimos dias do ano serão quentes nas Laranjeiras. Sem muito a comemorar, o Flu aguarda 2018 ansiosamente.


 

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