Presidente do Coxa pede desculpas em carta e irá ao Conselho explicar queda

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Divulgação/Coritiba

    Bacellar, entre Petraglia e Gomyde: gestão tumultuada rebaixou o clube

    Bacellar, entre Petraglia e Gomyde: gestão tumultuada rebaixou o clube

O presidente do Coritiba Rogério Bacellar irá ao Conselho do clube na noite desta segunda-feira para apresentar justificativas para a queda do clube para a segunda divisão nacional. Na noite deste domingo, Bacellar publicou um pedido de desculpas aos torcedores coxas-brancas no site oficial do clube e anunciou uma entrevista coletiva para esta terça-feira (05). Ele não acompanhou a delegação do clube em Chapecó, onde a derrota para a Chapecoense acabou sendo fatal.

Com mandato se encerrando em dezembro e troca de diretoria marcada para o dia 14, Bacellar irá comentar as decisões que tomou no comando do Coritiba ao longo dos três últimos anos. Na pauta, temas polêmicos como a doação de R$ 200 mil para a campanha de Ricardo Gomyde para a presidência da FPF, que o obrigou a repor dinheiro ao clube, as transações envolvendo o executivo Fernando Cabral no "Caso China" e as diversas contratações no período.

Para o grande público, Bacellar dedicou algumas linhas e pediu desculpas pela queda em carta publicada ainda na noite de domingo. Confira:

"À torcida do maior campeão do Paraná, nossas desculpas.

Ainda que não reflita as convicções e o nosso desejo de um Coxa campeão, a atual queda de divisão do Coritiba Foot Ball Club no futebol brasileiro é resultado das ações em conjunto de todos os responsáveis da diretoria, comissões técnicas e atletas.

Não houve, em nenhum momento nestes três anos, falta de empenho, envolvimento e responsabilidade por nossas ações. Oferecemos as melhores condições de trabalho para todos os profissionais e jogadores. Cuidamos zelosamente de nossa vida financeira. Potencializamos nossa equipe de trabalho. Fortalecemos a estrutura administrativa. Ainda assim, em campo, não obtivemos resultados na competição nacional.

As razões de queda não podem ser vistas superficialmente, resumidas em declarações, ações pontuais, culpa de uma ou de outra pessoa; não deveria ter sido assim em 2005 ou em 2009. Como nestas ocasiões, a queda foi resultado de uma lógica complexa, carregada de condições típicas deste esporte, de nosso clube; uma oscilação resultante da dinâmica histórica, da lógica financeira, de capital político e da aplicação de conhecimento a qual dirigentes eleitos (os ditos amadores) devem ser responsabilizados junto com aqueles que executam a atividade fim: entrar em campo.

Hoje, precisamos trilhar pelos caminhos capazes de quebrar paradigmas. Fortalecer medidas capazes de garantir ao Coxa um futuro seguro, sem risco de um colapso financeiro e com decisões técnicas acima de desejos políticos ou da passionalidade de torcedores. Somente o tempo irá mostrar que este processo pelo qual o Coritiba passa é imponderável para a adequação às exigências do mercado.

É nossa responsabilidade este momento. Levaremos esta marca para sempre. Todavia, levaremos também a certeza de caminhos seguros trilhados. Fica nosso desejo e esperança de um clube mais sólido e capaz de continuar sua história.

O Coritiba não irá parar. Em uma semana, o clube passará por uma eleição e nela será fundamental a participação dos sócios analisando, compreendendo, discutindo e separando discursos eleitoreiros daquilo que realmente se aplica à realidade deste esporte. Erros e acertos continuarão acontecendo. Resta a maturidade para entendermos nosso papel e como deveremos andar por nossos rumos.

Na próxima terça-feira será realizada uma coletiva de imprensa exclusiva para jornalistas na qual serão tratados todos os temas pertinentes do atual momento do Coritiba.

Saudações Alviverdes

Rogério Portugal Bacellar"

 

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