Depois de pagar Guerra, Borja e Cuca, Crefisa não vai investir em L. Lima

Danilo Lavieri e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter

    Palmeiras anuncia acerto com Lucas Lima; Crefisa, mais uma vez, não entra na operação

    Palmeiras anuncia acerto com Lucas Lima; Crefisa, mais uma vez, não entra na operação

A Crefisa não participará da operação de compra de Lucas Lima. A caminho de zerar as suas dívidas até o meio do ano que vem, o Palmeiras resolveu usar dinheiro do próprio bolso para bancar a chegada do meio-campista.

O clube nem sequer consultou a patrocinadora para saber se seria possível uma ajuda. Os valores não foram divulgados, mas a diretoria apontava que seria ideal acertar um contrato de até R$ 50 milhões em cinco anos, entre salários, luvas e comissões.

É a segunda vez que a Crefisa não participa de uma contratação ára 2018. Diogo Barbosa foi comprado por cerca de R$ 6 milhões e pago com verba própria.

Em 2017, a patrocinadora havia tido participação importante em praticamente todas as operações de reforço no mercado da bola. Pagou R$ 10 milhões por Alejandro Guerra, R$ 35 milhões por Borja, R$ 20 milhões por Deyverson, R$ 10 milhões por Luan, R$ 13 milhões por Bruno Henrique e mais R$ 10 milhões por Juninho.

A Crefisa ainda colocou R$ 22 milhões para ajudar na compra dos direitos totais de Dudu e Fabiano e injetou mais R$ 1,5 milhão nas luvas para o retorno de Cuca. A reforma do Centro de Excelência recebeu ajuda de mais R$ 7 milhões da financeira.

Clube nega crise de relacionamento

Em crise política, o Palmeiras trata de afirmar que não tem nenhum problema de relacionamento com a Crefisa. Os conselheiros de situação ponderam que a briga nas alamedas se restringe a Leila Pereira e Mustafá Contursi, homem mais influente do Conselho e investigado por cambismo até pelo Ministério Público.

A presidente da patrocinadora já declarou em entrevistas recentes que está chateada com o ex-presidente e reforçou que tem o sonho de virar presidente do clube em cinco anos.

A empresa ainda afirma que analisará cada contratação caso a caso e reforça que mantém o maior patrocínio do país ao time: quase R$ 80 milhões para estampar a marca no uniforme de 2018.

O Palmeiras fechou o mês de setembro com um superávit de R$ 50 milhões e afirma que quitará todas as suas dívidas até o meio do ano que vem. O clube até planeja abrir uma "poupança" no ano que vem para usar em situações emergenciais no futuro.

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