Pinotti deixa o SP por divergências com Leco; Raí pode assumir vaga

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Marcello Zambrana/AGIF

    Vinicius Pinotti trabalhava no futebol desde abril deste ano

    Vinicius Pinotti trabalhava no futebol desde abril deste ano

Vinicius Pinotti, diretor-executivo de futebol do São Paulo, pediu demissão nesta quarta-feira. O dirigente optou por sair do clube por conta de divergências com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O favorito para ficar com o posto é o ídolo Raí, atualmente membro do Conselho de Administração do Tricolor. Em outras ocasiões, o ex-jogador afirmou não ter intenções de assumir um cargo no futebol tão cedo, mas o clube está otimista.

Segundo apuração do Globoesporte.com, e confirmada pelo UOL Esporte, o estopim da saída de Pinotti teria sido um encontro entre Leco e Marcelo Djian, atual diretor de futebol do Cruzeiro, para uma possível negociação envolvendo Lucas Pratto. Também teria participado do encontro o empresário Robson Florêncio, que ganhou espaço no Morumbi na última janela de transferências. Já se admite a realização da reunião, mas não o tema: a fala com o cruzeirense seria sobre o volante Hudson.

De qualquer maneira, Pinotti só descobriu o encontro mais tarde. Antes, por não considerar a hipótese de negociar Pratto, chegou até a ameaçar levar o caso à Fifa, pela atitude do Cruzeiro em procurar o estafe do atacante sem conversar com o clube paulista.

No São Paulo, há uma versão de que mudanças eram previstas para acontecer em 2018 no clube independente do pedido de Pinotti. De acordo com informações da reportagem, o presidente do São Paulo tinha a ideia de mudar toda a diretoria executiva para o próximo ano. Os profissionais deveriam entregar o cargo, mas suspeitava-se que Pinotti não aceitaria. 

Vinicius Pinotti foi nomeado diretor-executivo de futebol em abril, logo após Leco ser reeleito. Antes, comandava o marketing do São Paulo, que passou por grande reformulação para conseguir um quadro de patrocínios. Denúncias contra o gerente da pasta, Alan Cimmerman, levantaram questionamentos sobre Pinotti, que dava auxílio financeiro ao funcionário que alegava graves problemas particulares.

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