Dourado não se ilude com fase no Flu: "Referência de hoje não serve amanhã"

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Nelson Perez/Fluminense FC

    Henrique Dourado terminou a temporada em alta no Brasil

    Henrique Dourado terminou a temporada em alta no Brasil

Valorizado pela artilharia do Campeonato Brasileiro, Henrique Dourado sabe que a idolatria de agora poderá se transformar na cobrança de amanhã.

Após a maior temporada de sua carreira, o camisa 9 admite que propostas chegarão à mesa do Flu, clube com enorme dificuldades para honrar os seus compromissos. Ele diz estar feliz nas Laranjeiras, mas não se ilude com o cartaz que conseguiu no Flu.

"A gente sabe como é a instabilidade do futebol brasileiro. A referência de hoje talvez não sirva mais para a equipe daqui a pouco. Não temos bola de cristal, cabe a nós pensarmos, mas tenho desejo de sair com um título no Fluminense ainda", disse o Ceifador ao UOL Esporte.

Com a agenda lotada pelos compromissos e com todo o assédio em cima do maior goleador do Brasil no ano, Dourado admite: está cansado. Para recarregar as baterias escolheu Cancún como destino nos próximos dias. Diferentemente de quando peregrinou por times pequenos do interior do São Paulo, ele entra de férias com a tranquilidade de quem sabe que está valorizado e ainda tem um contrato em vigor até 2020.

Apesar da posição privilegiada, o atacante não se furta a falar das dificuldades vividas dentro do Fluminense na atual temporada. A saída de jogadores como Richarlison pesou, admite ele, mas os problemas financeiros foram um obstáculo extra:

"O clube tem de correr atrás, nós precisamos receber, temos direito como qualquer trabalhador. Mas não teve sacanagem nesse time, ninguém abandonou o barco".

Com passagem pelo português Vitória de Guimarães, Dourado garante que o seu sonho europeu segue vivo, mas adota cautela ao tratar sobre o assunto. No "caderninho de metas" no qual lista os objetivos para o ano, o jogador diz que atingiu quase a perfeição. Fosse lembrado por Tite em uma convocação da seleção brasileira, 2017 teria sido o ano perfeito.

Por ora, o centroavante só quer trocar a chuteira pelo chinelo. Nos próximos dias, nada de treinos, gols ou viagens. Para um cara que enlouqueceu os zagueiros adversários no ano, o pedido final soa até quase que como um alívio para os rivais:

"O que mais quero é parar com tudo agora".

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