Reforço? Moeda de troca? Lucca é peça-chave em quebra-cabeça corintiano

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Marcello Zambrana/AGIF

    Lucca celebra um de seus 24 gols ano, justamente contra o Corinthians

    Lucca celebra um de seus 24 gols ano, justamente contra o Corinthians

Se o goleiro Douglas, ex-Avaí, tem retorno encaminhado para 2018, o outro jogador do Corinthians a alcançar maior destaque durante empréstimo ainda é, de certa maneira, incógnita no planejamento para a próxima temporada. O atacante Lucca, autor de 24 gols a serviço da Ponte Preta neste ano, é uma peça-chave na construção do quebra-cabeça do gerente Alessandro e do treinador Fábio Carille.

Na última terça-feira (5), o Corinthians alcançou acordo para que Júnior Dutra, do Avaí, seja reforço pelos próximos dois anos. Dos dois novos nomes que Carille gostaria de receber como opção de velocidade para as pontas, Dutra já preenche uma vaga. Para abrir espaço para mais uma contratação, provavelmente, os corintianos precisam encontrar um novo clube para Lucca.

Na direção, há a consciência de que uma negociação com o atacante seria o melhor cenário. O próprio estafe de Lucca, nos últimos meses, trabalha atrás de uma nova transferência para ele. Os dirigentes corintianos chegaram a rejeitar uma oferta do Nantes-FRA no início do semestre, mas agora sabem que o agente Fernando Garcia busca uma equipe para o atacante, campeão brasileiro em 2015.

A primeira opção dos empresários é o São Paulo. Foi Garcia quem tentou uma ponte para viabilizar uma troca que envolveria o Corinthians e o lateral Júnior Tavares. Sem sucesso, as partes agora trabalham para que a diretoria do Morumbi tente a compra de Lucca em definitivo. O nome do atacante, é certo, agrada ao treinador Dorival Júnior.

Na avaliação do Corinthians, Lucca por um lado seria bom reforço, mas por outro é visto como moeda de troca interessante e valorizada. O clube investiu aproximadamente R$ 5 milhões para adquiri-lo do Criciúma, mas recentemente rejeitou quantia superior a essa que foi apresentada pelo Nantes. Dirigentes corintianos, animados com o desempenho dele na Ponte Preta, chegaram a pensar em uma transferência acima dos R$ 20 milhões naquele momento, o que não ocorreu.

Para essa posição, um nome que Carille trabalhava como alternativa interessante é o de Zé Rafael, meia do Bahia. O Corinthians até ofereceu uma troca que envolvesse outros jogadores, como Mendoza e Moisés, mas a direção do clube baiano só topa negócio que envolva quantia financeira. Nesse momento, a postura corintiana é de espera, mas uma nova investida pelo jogador não é descartada para as semanas seguintes. 

Caso não consiga uma transferência para Lucca, o jogador será reintegrado e fará parte dos planos de Carille para 2018. O treinador gosta do jogador e sempre deixou claro que o empréstimo à Ponte Preta foi feito por uma solicitação do atleta e seus agentes. Na ocasião, a temporada 2016 ruim, principalmente no Brasileirão, havia sido fator decisivo para que ele não seguisse no clube, e também é o que ainda deixa dúvidas sobre seu retorno. 

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