Vereador propõe liberar mais R$ 310 milhões em CIDs à Arena Corinthians

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Joel Silva/ Folhapress

    Palco da abertura da Copa, Arena Corinthians foi construída entre 2011 e 2014

    Palco da abertura da Copa, Arena Corinthians foi construída entre 2011 e 2014

O vereador Eduardo Tuma, do PSDB, propôs na última segunda-feira a liberação de R$ 310 milhões em CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) à Arena Corinthians. O pedido prevê a emenda do do Projeto de Lei 686/2017, que contempla o orçamento da Prefeitura para o exercício 2018. A informação foi dada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo UOL Esporte.

Dessa forma, a emissão de R$ 350 milhões em CIDs estaria incluída nas contas do município para o ano que vem, uma vez que R$ 40 milhões já estavam previstos no orçamento de 2018. A emenda foi aprova em primeira votação.

Ela foi proposta por Romeu Tuma Júnior, candidato à presidência do Corinthians nas eleições de fevereiro e primo de Eduardo. De acordo com o dirigente alvinegro, a inclusão do valor adicional ao orçamento viabilizaria a emissão e, por consequência, o pagamento de parte da dívida do estádio inaugurado em 2014. 

Reprodução
Proposta prevê mais R$ 310 milhões em CIDs no orçamento da Prefeitura em 2018

"É um compromisso da prefeitura com o clube. O Corinthians fez o estádio com essa garantia. Ele é credor disso. Precisa desse recurso para liquidar a dívida. O Corinthians tem esse crédito. É do interesse do clube e da coletividade. O incentivo para a zona leste foi realizado. A prefeitura precisa prever esse recurso", disse Romeu Tuma à reportagem do UOL Esporte

Em 2011, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão de incentivos à construção do estádio. O valor total era R$ 420 milhões. Corrigido, ele chegaria a R$ 490 milhões - o valor proposta para liberação faz parte deste montante. Até março deste ano, R$ 42,5 milhões tinham sido negociados.

A maioria foi comprada por consórcios com a participação da Odebrecht. Quem compra os certificados, com desconto no valor de face, usa os documentos para quitar impostos municipais em troca de promover o desenvolvimento da Zona Leste de São Paulo, região onde a Arena foi construída. 

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