Pleno do STJD amplia punição à Ponte Preta: seis jogos com portões fechados

Do UOL, em São Paulo

Foi julgado nesta quinta-feira (14) o recurso da Ponte Preta para a redução da pena imposta pelo STJD (de cinco jogos com portões fechados e multa de R$ 30 mil) por conta da invasão ao Moisés Lucarelli no jogo da penúltima rodada do Brasileirão, contra o Vitória. Na decisão final do caso, o Pleno do STJD ampliou a punição: para seis jogos sem torcida.

Ao menos, a Ponte Preta conseguiu reduzir o valor da multa recebida no julgamento do dia 4 de dezembro, em primeira instância: de R$ 30 mil para R$ 20 mil.

A Ponte Preta segue com o Moisés Lucarelli interditado. O estádio só será liberado depois que 'o clube comprove que o local esteja em condições de realizar os jogos com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização'. A liberação está condicionada a uma vistoria da CBF com laudo constatando sua regularidade.

Reprocução/Premiere FC
Por conta da invasão ao gramado, a Ponte Preta foi enquadrada nos artigos 211 e 213 (incisos I, II e III) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e corria o risco de ser punida com a perda de até 30 mandos de campo (dez por cada inciso) - além de uma multa que poderia chegar a R$ 400 mil (R$ 100 mil pelo art.211 e R$ 100 mil por cada inciso do art.213).

Portanto, apesar do aumento da pena no Pleno do STJD, a punição final é encarada de forma positiva para a Ponte Preta, que já trabalha para desinterditar o Moisés Lucarelli ao menos até o início do Paulistão, em janeiro.

"Parte dos auditores chegaram a sugerir oito e multa de 80 mil. O  advogado João Felipe Artioli fez a defesa do time e conseguiu impedir que a pena aumentasse ainda mais - lembrando que, pelo pedido original, poderiam ser até 30 com portões fechados ou mando em outra cidade", diz comunicado do clube.

Relembre o que aconteceu

O jogo entre Ponte Preta e Vitória foi encerrado aos 39min do segundo tempo, por falta de segurança, depois que torcedores do time campineiro invadiram o campo do Moisés Lucarelli. Na súmula, o árbitro revelou que aguardou o tempo previsto para reiniciar o jogo, mas ouviu do responsável pelo policiamento que não havia condições de dar segurança ao jogo.

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