Rogério deve R$ 700 mil de pensão, diz mulher do ex-lateral preso

José Edgar de Matos e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Divulgação

    Renata estava com Rogério no evento em Ourinhos e no momento da prisão

    Renata estava com Rogério no evento em Ourinhos e no momento da prisão

A justiça estipulou um valor de R$ 700 mil em relação à pensão alimentícia devida pelo ex-jogador Rogério, preso desde quinta-feira no interior de São Paulo após ser parado em uma blitz. A informação foi confirmada pelo UOL Esporte pela mulher do antigo atleta de Palmeiras e Corinthians, Renata, que desabafou sobre a situação do companheiro.

"Estamos com um advogado e trabalhando no processo; vamos ver no que vai dar. São vários anos [de pensão] e o juiz não quer saber se a pessoa pode ou não pode pagar; pensam que o dinheiro é para o resto da vida. Parece que você não pode ter um momento difícil na vida", declarou Renata.

De acordo com informações do G1, Rogério deve pensão entre o período de dezembro de 2012 e julho de 2016. Renata afirmou à reportagem que o filho em questão tem 19 anos e é fruto de um relacionamento anterior do jogador, que tem contado com a solidariedade de contemporâneos nos últimos dias.

Rogério foi preso depois de participar de um evento na cidade de Ourinhos com outros ex-atletas como Edilson Capetinha, Pavão, Careca. Mesmo quem não estava no jogo festivo já manifestou solidariedade e abriu campanha para pagar o valor estipulado pela justiça – não divulgado – pela liberdade do antigo lateral.

"Alguns ex-jogadores ligaram. O Rogério é uma pessoa muito querida, graças a Deus, e muitas pessoas querem ajuda-lo. O Vampeta, o César Sampaio e o Edílson Capetinha, por exemplo, são pessoas que estão fazendo de tudo para tentar tirá-lo de lá", destacou a mulher de Rogério.

O ex-lateral e a mulher estavam com os dois filhos (uma criança de oito anos e um bebê) no momento da prisão, ocorrida na Rodovia Castelo Branco na madrugada da última quinta-feira. Renata afirma que Rogério não sabia da denúncia na justiça até ser parado pela Polícia Rodoviária.

Rogério passou a última quinta-feira em Avaré, cidade no interior de São Paulo. Ainda sem qualquer avanço no processo se soltura, o ex-lateral acabou transferido na manhã desta sexta-feira para Piraju, 70 km distante do local em que permaneceu as primeiras horas detido.

"Para ele foi um choque na hora, não estava esperando. Estávamos com os dois filhos que presenciaram tudo. O Raphael, que tem oito anos, está sentindo muito a falta do pai e chorou muito", destacou.

Dificuldades após aposentadoria

Sem trabalhar desde quando saiu do comando do Taboão da Serra, em 2015, Rogério está desempregado. A mulher Renata relatou dificuldades financeiras e assegura que o jogador não tem como bancar os R$ 700 mil impostos pela justiça para livrá-lo do processo de pensão alimentícia.

"Ele está se virando de jogos de eventos de finais de semana e estamos passando dificuldade há algum tempo. Agora ele conseguiu alguns trabalhos porque é fim de ano e tem muitos destes jogos. Eu não estou trabalhando, porque estou cuidando do bebê e às vezes o Rogério viaja para fazer os eventos", afirmou Renata, incomodada com o valor.

"Quem tem R$ 700 mil para dar? Não tem lógica. É uma coisa que não tem cabimento e no momento a gente paga aluguel. Moramos de aluguel aqui em São Paulo, dois filhos para criar e a vida não está fácil", finalizou a mulher do ex-lateral preso na última quinta-feira.

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