Candidato promete barrar irmão agente no Corinthians: "seria imoral"

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Dassler Marques/UOL

    Paulo Garcia (centro), entre Adauto e Piovesan: quinto candidato do Corinthians

    Paulo Garcia (centro), entre Adauto e Piovesan: quinto candidato do Corinthians

Quinto candidato a confirmar participação nas eleições do Corinthians, Paulo Garcia falou nesta segunda-feira (18) sobre os planos para sua chapa. Entre eles, o oposicionista que foi parte integrante da gestão Roberto de Andrade disse que o irmão e ex-conselheiro Fernando Garcia não terá mais negócios no clube. Na chapa de Paulo, estão o ex-diretor de futebol Flávio Adauto e o ex-diretor financeiro Emerson Piovesan, agora candidatos à vice-presidência. 

"Eu acho que empresário é lícito. Não tenho nada contra. Ele era conselheiro vitalício do clube, fez empréstimos e [a partir disso] se envolveu com futebol. Comigo pode ser lícito, mas seria imoral. Não vou ter relação com Fernando, porque dará margem para que todos desconfiem de algo. O Fernando é bem íntegro, e não digo por ser meu irmão. Mas não acho legal [fazer negócios com ele]", declarou Paulo Garcia. 

Atualmente, Fernando possui relação contratual com os seguintes membros do elenco dirigido por Fábio Carille: o goleiro Walter, o zagueiro Vílson e o volante Marciel, além de jogadores que retornam de empréstimo como Marlone, Lucca e Guilherme Romão. O irmão de Paulo Garcia ainda possui uma parte menor da procuração de Maycon e participava do contrato de dois jogadores transferidos no ano - Guilherme Arana e Léo Jabá. 

"Hoje o Corinthians tem uma base. Se pegar do Cássio até o Jô, quem teria hoje vínculo com Fernando? Ele tinha 2 jogadores e mais alguns garotos do elenco", citou o ex-diretor de futebol Flávio Adauto. "A venda do Arana se concretizou porque era importante para o clube", comentou ainda Adauto.  

Veja outros pontos comentados por Paulo Garcia:

Na última eleição, desistiu na semana final
Existe um mito da última eleição que recuei, o que não é verdade. Houve uma composição política e fiquei com dois vices e como presidente do Conselho.
Realmente ficaram até que terminasse o campeonato e o Emerson para fechamento de balanço. Essa possibilidade de união com alguém não existe, nem com Andrés nem outro candidato.

Dívidas a herdar
Penso positivo. Não sei o passivo tributário, financeiro, do estádio...eu nunca vi contrato da Globo, Nike...vamos ganhar eleição para depois realmente ver o que ocorre. 

Financiou sócios para regularização de títulos
A questão do pagamento de sócios ocorreu numa sexta, em que a situação deu um desconto de 50% para regularizarem. No sábado, o Rachid [secretário geral do clube e apoiador de Paulo] me ligou e disse que existiam chapas que estávamos apoiando e o pessoal queria colocar algumas pessoas em dia, porque a situação tinha colocado mais de 700 pessoas. Foi premeditado.

Depois, ele me retornou a ligação dizendo da dificuldade em pagar. Eu peguei e paguei. Declarei no imposto de renda, eu não era candidato, não tinha inscrito a chapa e mesmo que fosse tem que ser igual aos dois [Citadini e Andrés, que também teriam financiado]. Acho isso errado e imoral.

Financiará o clube?
Não vou colocar dinheiro. O estatuto não permite e Corinthians é grande, tem uma capacidade muito grande. O Corinthians não é obra assistencial, tem torcida, tem marca forte e pode ser efetivo.

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