Novo exame de DNA confirma paternidade de Del Nero. Filho pede R$ 3 milhões

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Sergio Moraes/REUTERS

    Marco Polo Del Nero encara processo por paternidade. Filho pede R$ 3 milhões

    Marco Polo Del Nero encara processo por paternidade. Filho pede R$ 3 milhões

Os últimos dias têm sido de derrotas processuais para Marco Polo Del Nero. Além do afastamento da presidência da CBF por ordem da Fifa, o cartola sofreu outro revés. Um novo exame de DNA, ao qual o UOL teve acesso, confirmou a paternidade do dirigente em processo movido por Eduardo Henrique Tatsuoka.

Os dois já haviam feito um exame de DNA em um laboratório privado em 2010, e o resultado apontou 99,999997% de possibilidade de Del Nero ser pai de Eduardo. Seis anos depois e sem que tivesse havido nenhum reconhecimento, o comerciante acionou a Justiça, que determinou novo exame – com resultado revelado nesta semana.

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Eduardo Henrique, 48, diz ter descoberto aos 42 anos a identidade do pai biológico

No processo, Eduardo pede todos os direitos que tem por ser filho de Del Nero e mais R$ 3 milhões a título de indenização.

Procurado, o advogado de Del Nero no caso, Ronaldo Piacente – que também preside o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) – evitou maiores detalhes e disse que ainda vai analisar o resultado do exame antes de se manifestar.

"Ainda vou analisar para ver se tem alguma nulidade no processo, no exame em si, neste laudo. Meu cliente não questiona que seja dele, só quer verificar os exames. O Marco nunca abriu a boca para negar o filho, só quer as coisas corretas", comentou Piacente.

UOL revelou caso em 2016

Segundo Eduardo contou à reportagem em 2016, a mãe dele, que hoje vive em Mairinque (interior de São Paulo), conheceu Del Nero quando ambos estavam na faculdade – ela cursava odontologia na USP (Universidade de São Paulo), e ele estudava direito no Mackenzie. Ainda de acordo com o filho, o dirigente foi avisado sobre o fruto do relacionamento logo depois do nascimento, mas não demonstrou qualquer interesse.

A mãe de Eduardo casou-se depois disso, e ele foi registrado pelo padrasto. "Foi a pessoa que me criou e que eu considero meu pai de verdade. Ele me deu tudo que eu precisava. Nunca tivemos problemas, mas eu sabia que não era meu pai", disse.

Em 1997, a mãe e o padrasto de Eduardo se separaram. Ainda assim, ela preservou até 2010 o sigilo sobre a identidade do pai biológico: "Ela tentou me contar, me chamou para almoçar, mas nunca coincidia de ficarmos sozinhos".

Quando descobriu a identidade de Del Nero, Eduardo resolveu procurá-lo. Segundo o comerciante, foi necessário insistir muito até ser atendido. Quando conseguiu conversar com o dirigente e relatou sua versão da história, disse que o dirigente quis saber se a mãe ainda era viva e pediu para conversar com ela.

Depois, Eduardo e Del Nero tiveram pelo menos mais três encontros – a pedido do dirigente, todos aconteceram em território neutro. O contato mais frequente do comerciante, na verdade, foi com um assessor jurídico do cartola.

"Acho que aproximação não tem jeito. Já tentei, já liguei no Dia dos Pais, mas não tive sucesso. Ele nunca falou sobre a família. Nunca falou sobre nada", disse Eduardo. "Ele me perguntou se eu queria saber a opinião dele e disse que o pai é quem cria. Eu respondi: 'Se o senhor quer saber a minha, eu não tenho culpa nessa história'", adicionou.

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