Saída de Ricardo Oliveira marca o fim de uma era e renovação no Santos

Do UOL, em São Paulo

  • Ernesto Rodrigues/Folhapress

    Ricardo Oliveira comandava as comemorações do Santos na Vila Belmiro

    Ricardo Oliveira comandava as comemorações do Santos na Vila Belmiro

A saída de Ricardo Oliveira, após três anos de contrato, é o passo definitivo que o Santos dá para a renovação de seu elenco. Aos 37 anos, líder e referência do time desde 2015, o centroavante não renovou seu compromisso, acertou com o Atlético-MG e pôs fim a uma geração que desafiou os críticos para sempre brigar por títulos. 

Comandado por Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Gabigol, o Santos foi bicampeão paulista (2015 e 2016) e foi vice-campeão da Copa do Brasil e do Brasileiro, fomentando uma rivalidade forte com o Palmeiras no período. Classificado para a Libertadores de 2018, o Santos viu os dois que restavam de seu trio saírem de graça ao fim de seus contratos, e agora vai com tudo em direção a uma renovação do elenco. 

Do ponto de vista de Ricardo Oliveira, foram 37 gols marcados em 62 jogos na primeira temporada, 22 em 38 partidas em 2016 e apenas 12 em 40 duelos em 2017. Embora o último ano tenha sido abaixo da expectativa, o atacante deixou a Vila Belmiro chamado de "líder, artilheiro e ídolo" pelo próprio clube, que fez vídeo em homenagem ao jogador nas redes sociais. 

Mais do que fazedor de gols, Ricardo sempre foi uma das principais figuras do Santos. Líder do elenco e capitão, ele representava os seus companheiros em conversas com a comissão técnica e diretoria e sempre foi o primeiro a ser procurado pela imprensa para dar posicionamentos em momentos difíceis.

Foi a partir da influência dele, por exemplo, que surgiram as comemorações de gol em rodinhas de oração, com quase um time inteiro ajoelhado no gramado e apontando os dedos para os céus. O ritual era quase que uma homenagem ao artilheiro.

Além de Ricardo Oliveira e Lucas Lima, Zeca é outro nome marcante dessa geração que pode deixar a Baixada Santista - ele foi à Justiça para rescindir o contrato unilateralmente e negocia com alguns clubes, entre eles o Flamengo. Até mesmo fora de campo o Santos passa por uma renovação de ares. Modesto Roma deixou o cargo da presidência e viu José Carlos Peres como seu sucessor. Sua primeira atitude foi contratar um executivo da nova geração: Gustavo de Oliveira, sobrinho de Raí.

No comando da equipe, ele também pretende inovar e deve dar uma chance a Jair Ventura, que surgiu como aposta e se consolido como um bom nome da nova geração de técnicos no Botafogo. O Santos fez uma proposta e aguarda a decisão do treinador. 

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