Prisão para onde Marin foi levado é conhecida como "depósito de humanos"

Do UOL, em São Paulo

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Enquanto espera a sentença pelas seis acusações em que foi considerado culpado, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, ficará preso no Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, Nova York. Sem área externa para banho, o local foi considerado um "depósito de seres humanos" pelo advogado americano Arthur Aidala, em entrevista à "NBC", em setembro.

"Não é uma instalação de reabilitação. Não há um sistema escolar lá, não há aulas. A pior parte é que não existe uma área externa. É apenas um local para armazenar seres humanos", disse Aidala.

A "NBC" descreveu o local como sujo e sombrio, "onde os presos são privados dos tipos de serviços que fariam seu tempo em uma prisão federal ser mais suportável".

O MDC abriga, atualmente, 1.765 presos, entre homens e mulheres. Apesar de ter um baixo número de presas – pouco mais de 150 -, o local conta com um alarmante índice de abusos sexuais contra elas. Uma reportagem do "New York Times", em agosto, mostrou que três policiais foram presos em 2016 acusados de abusarem de pelo menos meia dúzia de detentas.

Apesar de o caso ter vindo à tona em 2016, os relatos de estupros já existiam em 1995, como mostrou a promotoria durante o julgamento. Naquele ano, uma detenta havia denunciado um dos policias que 21 anos depois seria preso.

Marin foi considerado culpado em seis acusações: conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores. O ex-presidente da CBF ainda aguarda a sentença da juíza Pamela Chen, que pode chegar a 120 anos de prisão.

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