Clubes prometem romper com organizadas, e Ferj pode tirar pontos por brigas

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Pedro Ivo Almeida / UOL Esporte

    Dirigentes de clubes do Rio se reúnem para debater segurança do Campeonato Carioca

    Dirigentes de clubes do Rio se reúnem para debater segurança do Campeonato Carioca

No primeiro dia de expediente em 2018, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) convocou clubes para estudar medidas que visem reduzir a preocupante violência em estádios na próxima temporada. Em reunião com quase três horas de duração, a entidade cobrou posições dos times, que se comprometeram a romper totalmente com as torcidas organizadas.

"Foi um compromisso de todos os grandes, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Não tem ingresso, não tem ônibus, não pode ter subsídio nenhum. Não vamos tolerar isso", assegurou o presidente da Ferj, Rubens Lopes.

O mandatário da Federação ainda disse que um dos temas da reunião foi a hipóteses de punir os clubes com a perda de pontos em casos de brigas como aquela verificada em julho de 2017, no Vasco x Flamengo em São Januário.

"Provada a participação do clube, como alguma relação como torcedor organizado, pensamos sim em tirar pontos. Só assim a coisa vai mudar. Não adianta pensar em punir torcida X ou Y. Isso é balela. Os clubes ainda estão meio resistentes. Mas estamos pensando muito nisso", revelou Lopes.

Único dirigente a conceder entrevista após o encontro, o presidente da Ferj explicou a proposta da rodada de reuniões que contará ainda com representantes da Polícia Militar, do Ministério Público, do Governo do Rio e do Tribunal de Justiça.

"Já aprendemos que não adianta fazer algo isolado. Estamos sentando com todas as partes e pensando em medidas práticas, ágeis. Já falamos das relações com organizadas, pensamos em punições desportivas, agora partiremos para adequações da praça de jogo. Precisamos rever o número de catracas de entradas em grandes partidas e a implementação de uma barreira nas vias próximas aos estádios. Só pode entrar ali quem tiver ingresso".

Na visão de clubes e entidades, a confusão verificada na final da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente, foi causada por rubro-negros que não tinham ingressos, mas forçaram a invasão por conseguir chegar perto do portão do Maracanã.

"São muitas questões envolvidas, muitas burocracias. Mas precisamos começar a tentar, pensar, propor. Ou daqui a pouco não conseguiremos realizar jogos no Rio. Pela primeira vez estamos juntando todos os lados da engrenagem para debater", finalizou Rubens Lopes.

Além do comandante da Ferj, estiveram presente o presidente do Fluminense, Pedro Abad, o CEO do Flamengo, Fred Luz, o vice-presidente de estádios do Botafogo, Anderson Simões e o assessor especial da presidência do Vasco, Ricardo Vasconcelos.

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