Atlético-PR em 1º? Estudo sobre finanças não conta bilheteria e parceiros

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

  • Jason Silva/AGIF

Um estudo feito pelo site Soccerex Football Finance 100, que colocou o Atlético-PR como clube mais poderoso do Brasil financeiramente, causou um grande debate entre torcedores. As campanhas discretas do Furacão nos últimos anos e contratações sem o mesmo renome de outros clubes grandes do país fizeram com que o ranking, que teve o Manchester City como líder, não fosse bem interpretado por parte dos internautas.

A lista, que contabilizou as finanças dos clubes entre 2015 e 2016, teve cinco quesitos como base para a escolha dos clubes: ativos fixos, valor de jogadores, dinheiro em caixa, investimentos potenciais e dívida líquida. Internacional (63º), Corinthians (71º), São Paulo (84º), Cruzeiro (85º), Palmeiras (87º), Fluminense (92º), Flamengo (94º), Grêmio (95º), Atlético Mineiro (96º) e Santos (98º) foram os outros clubes brasileiros citados pelo estudo.

Responsável por fazer o estudo ao lado da empresa JF Sports Consulting e do economista Neil Jensen, o consultor financeiro de Marketing Esportivo Amir Somoggi explicou ao UOL Esporte que os bens pertencentes ao Atlético-PR, que ficou em 61º no ranking geral, é o que definiu sua posição na lista.

"O Atlético-PR figura no topo porque tem ativos realmente muito fortes, como o estádio. O Inter a mesma coisa. Outros times como o Palmeiras não têm, porque o estádio é da WTorre. Quando for do Palmeiras vai crescer o ativo, o mesmo vale com o Grêmio", afirmou.

O consultor disse que o estudo, que analisou clubes do mundo todo, não considerou o faturamento das instituições. "O Palmeiras (87º no ranking) pode faturar R$ 1 bilhão e a Crefisa pode botar o dinheiro que quiser que não vai fazer a menor diferença, porque o estudo considera ativos. É a riqueza e não quanto fatura. Por isso que Barcelona (13º) e Real Madrid (6º) não estão no topo. Embora faturem mais do que outros times, valem menos neste estudo em função das variáveis que foram escolhidas."

"Você pode ter um time com dívida muito elevada e por isso ele acabou aparecendo em pior posição no estudo. Todos têm peso, desde os jogadores até os ativos, descontar as dívidas e claro, alguns times que têm magnatas com muito poder econômico acabam tendo um peso maior no valor a ser considerado", contou, referente aos primeiros colocados da lista.

Somoggi acredita que apesar de não levar em consideração o dinheiro de bilionários, os números do estudo representam a realidade dos clubes. "O Bayern de Munique (10º do ranking) não pode gastar como o Manchester City (1º) ou como o Paris Saint-Germain (3º) na contratação de jogadores porque eles têm que seguir um modelo de gestão mais sólido, mais equilibrado."

O consultor explicou que o investimento potencial em 10 dos 11 clubes brasileiros citados na lista têm a ver com a probabilidade pequena de bilionários comprarem um time sul-americano. "O investimento potencial se refere aos donos destes times multibilionários que colocam um pequeno potencial de sua fortuna dentro dos times e os transformam em potências. Chelsea, City, PSG são ótimos exemplos. Eles eram pequenos e viraram gigantes nas mãos dos magnatas."

Veja os melhores colocados do ranking

1. Manchester City (Inglaterra)
2. Arsenal (Inglaterra)
3. Paris Saint-Germain (França)
4. Guangzhou Evergrande (China)
5. Tottenham (Inglaterra)
6. Real Madrid (Espanha)
7. Manchester United (Inglaterra)
8. Juventus (Itália)
9. Chelsea (Inglaterra)
10. Bayern de Munique (Alemanha)
11. Zenit (Rússia)
12. RB Leipzig (Alemanha)
13. Barcelona (Espanha)
14. Los Angeles Galaxy (EUA)
15. Atlético de Madri (Espanha)
61. Atlético-PR
63. Internacional
71. Corinthians
84. São Paulo
85. Cruzeiro
87. Palmeiras
92. Fluminense
95. Grêmio
96. Atlético-MG
98. Santos

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