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Da titularidade à rejeição: Paulão e Ernando amargam fim da fila no Inter

Ernando estava no grupo no ano passado e tem parceria de Paulão neste ano novamente - Ricardo Duarte/Internacional
Ernando estava no grupo no ano passado e tem parceria de Paulão neste ano novamente Imagem: Ricardo Duarte/Internacional

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

09/01/2018 04h00

Eles foram titulares na melhor campanha do Inter dos últimos anos. Em 2014, Paulão e Ernando eram responsáveis por defender a meta de Alisson no time que acabou o Brasileiro em terceiro lugar. Estiveram juntos em 2015, na boa campanha da Libertadores. Padeceram em 2016. Depois de serem separados no ano passado, começam o ano em baixa.

E quem analisa a situação absoluta até se surpreende. Paulão disputou 40 jogos em 2014 e fez três gols. Era titular e manteve isso em 2015, quando fez mais 40 partidas e marcou dois gols. O Colorado foi eliminado da Libertadores só na semifinal para o Tigres e não fez mau Brasileiro. Em 2016, caiu como todo o Inter, mas foi titular também com mais 52 jogos e quatro gols.

Ernando, por sua vez, foi colega de Paulão em 2014 (46 jogos e um gol). Manteve a dupla como titular no ano seguinte, completando 56 jogos com quatro gols marcados. Sofreu do mesmo mau no ano seguinte e caiu com o restante do time. Em 2016, fez 54 jogos e marcou três gols.

A campanha do rebaixamento fez apagar tudo que havia sido construído anteriormente. Tanto que, no começo do ano passado, no pouco tempo em que estiveram juntos, já que Paulão acabou cedido ao Vasco por empréstimo, eles foram alvo de protestos. Os postes em frente ao CT Parque Gigante acabaram pichados com dizeres 'Fora Paulão' e 'Fora Ernando'.

Sozinho no Inter, Ernando estava marcado. Ainda mais depois que foi escalado como lateral na final do Gauchão e acabou marcando gol contra. O Inter empatou com Novo Hamburgo e foi superado nos pênaltis. Ele virou uma das últimas opções e, quando seria resgatado, se lesionou.

Agora ambos ficaram juntos novamente. Só que longe do posto valioso que já tiveram. Estão bem no fim da fila. Os trabalhos de pré-temporada mostram que os dois formam o terceiro par de zagueiros disponíveis. Atrás de Claus e Cuesta e ainda de Thales e Danilo Silva.

Ambos vivem o mesmo contexto e ficarão no Inter salvo surja alguma negociação. Lutarão por melhores condições no elenco e não serão afastados. São considerados figuras úteis, mas não gozam do mesmo prestígio. Terão que, lado a lado como quando titulares, tentar algo melhor no futuro.