Parceiro de Jô no Inter relembra gol e brinca: "Jajá no Corinthians agora"

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Guilherme Testa/Agência Freelancer

    Jô e Jajá juntos em treino do Inter na temporada 2012: breve parceria no Sul

    Jô e Jajá juntos em treino do Inter na temporada 2012: breve parceria no Sul

De Jajá para Jô, de Jô para o gol. A parceria entre os atacantes do Inter parecia promissora no começo de 2012. A esperança colorada, no entanto, durou pouco. Meses depois, a dupla cometeu um ato de indisciplina que ajudou a abreviar a trajetória de ambos no clube.

Jô deixou o Inter de imediato rumo ao Atlético-MG, enquanto Jajá Coelho, algum tempo depois, acertou com o Metalist, da Ucrânia. Cinco anos depois, os antigos parceiros conseguiram dar a volta por cima, ambos como goleadores máximos de seus times e campeões nacionais.

Jô terminou 2017 como artilheiro do Campeonato Brasileiro com o Corinthians, com 18 gols, mesmo número de Henrique Dourado, que interessa agora ao clube paulista.  Jajá, por sua vez, tornou-se o brasileiro com mais gols no ano ao ir às redes em 39 oportunidades com a camisa do Buriram, da Tailândia.

Em entrevista ao UOL Esporte, o atacante de 31 anos relembrou os tempos de Inter ao lado de Jô e brincou sobre a ida do ex-companheiro ao futebol do Japão. "Antes era o Jojô [no Corinthians], e agora tem de ser o Jajá", disse o atacante, que agora atua ao lado de Diogo, ex-jogador da Portuguesa e do Palmeiras.

Buriram/Divulgação
Jajá Coelho chegou à Tailândia em 2017 e marcou 39 gols em 41 jogos pelo Buriram

A assistência de Jajá para Jô aconteceu em março de 2012, quando o Inter de Dorival Júnior goleou o Juventude por 7 a 0 pelo Campeonato Gaúcho. O jogo marcou a estreia de Jajá com a camisa colorada - Jô havia chegado ao Inter na temporada anterior.

 "Antes do jogo a gente brincava e falava que ia fazer gols. Consegui fazer dois e ainda dei uma assistência para ele apesar que ele quase me matou do coração, porque ele dominou a bola, travou, girou e depois chutou para gol. falei para ele: 'se você erra esse gol, você ia ver'", ressaltou o atacante autor de 39 gols em 41 jogos em 2017.

Os dias de paz, entretanto, duraram pouco. Em maio, um atraso na reapresentação da dupla foi considerado um ato de indisciplina pela diretoria do Inter. O problema aconteceu logo após a eliminação gaúcha para o Fluminense na Libertadores, em partida disputada no Rio de Janeiro.

Segundo determinação do clube, os jogadores tinham de voltar a concentração após o jogo para embarcar rumo a Porto Alegre no período da tarde - o time enfrentaria o Caxias três dias depois na final do estadual. Jô e Jajá, no entanto, voltaram ao hotel somente de manhã. A versão do atacante é distinta.

Ale Cabral/AGIF
Jô marcou 25 gols pelo Corinthians em 2017

"Quando acabavam os jogos, todos estavam liberados. O Jô foi resolver um problema familiar no Rio e eu fui para a casa de um amigo. Mais à noite uma pessoa da diretoria disse que nós não estávamos liberados. Recebemos o recado depois. Normalmente estava liberado. Quando chegamos, eles deram a notícia que a gente estava afastado. Mas isso faz parte, a gente entendeu e ficou tranquilo", explicou.

Novos rumos

Depois do Inter, Jô brilhou com a camisa do Atlético-MG e, depois de atuar nos Emirados Árabes e na China, viveu sua melhor fase no Corinthians, com uma nova postura fora de campo. Em diversas entrevistas concedidas no ano passado, o artilheiro frisou que a passagem pelo Inter foi a pior fase na carreira.

Numa trajetória bem distinta, Jajá acertou com o time tailandês depois de uma rápida passagem pelo Coritiba em 2014, uma experiência na China e duas temporadas no Lokeren, da Bélgica. 

Mesmo depois de os caminhos dos atacantes nunca mais se encontrarem, a ligação entre eles persiste. Segundo Jajá, mensagens trocadas pelo celular são comuns e um encontro em São Paulo no ano passado só não aconteceu por causa da distância. 

"Conversamos algumas vezes depois, temos muitos amigos em comum, querendo ou não, a gente sempre se fala. Como não tive a oportunidade de ir para São Paulo ano passado, a gente não se encontrou. Mas a gente sempre um recado um pro outro, continuou um pouco a amizade", afirmou Jajá.

Segundo o atleta, a ideia é permanecer mais alguns anos no exterior antes de voltar ao futebol brasileiro. "Fui para a Tailândia sem conhecer muito o país, mas consegui me adaptar. Foi um ano bom, fiz gols em momentos importantes. Vamos dar continuidade no trabalho que comecei lá", explicou o jogador.

Se o retorno ao Brasil acontecer um dia, ainda de acordo com Jajá, o objetivo é acertar com times de ponta para que ainda haja exposição e chances de se manter em alta na carreira.

"O Brasil é um desejo de todos os jogadores que estão fora. Mas o Brasil é um pouco complicado para jogadores que ficaram muito tempo na Europa, onde tem mais liberdade. Mas se eu tivesse a oportunidade de acertar com um clube de expressão, com certeza eu voltaria", frisou.

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