Esnobados, Fagner e Cássio reveem PSV como campeões e ídolos do Corinthians

Diego Salgado e Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

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    Cássio atuou apenas cinco vezes nos quatro anos em que defendeu o PSV Eindhoven

    Cássio atuou apenas cinco vezes nos quatro anos em que defendeu o PSV Eindhoven

Poucas chances, com direito a uma falha na rara aparição. Saída precoce marcada por uma declaração polêmica e crítica de um diretor. Pode parecer improvável, mas esses dois fatos estão ligados às histórias de Cássio e Fagner, líderes do elenco do Corinthians e acostumados às glórias com a camisa alvinegra. Depois de anos, ambos ficarão frente a frente com o passado vivido com a camisa do PSV Eindhoven.

O time holandês, que enfrentará o Corinthians pela Florida Cup, nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), apostou nos atletas corintianos na mesma época, ao contratá-los em 2007. Na ocasião, ambos ainda davam os primeiros passos como profissionais. Fagner deixou o time alvinegro aos 17 anos para acertar com o PSV, enquanto Cássio tinha acabado de completar 20 anos quando trocou o Grêmio pela Holanda.

As histórias de insucesso da dupla na equipe da Holanda têm motivos distintos. Fagner disputou apenas três partidas pelo clube após ser escalado fora da posição pelo técnico Ronald Koeman. Já Cássio enfrentou a forte concorrência, primeiro do brasileiro Gomes, ídolo da torcida, e depois de Andreas Isaksson, goleiro que disputou 128 jogos pela seleção sueca e ficou quatro temporadas como titular do PSV.

Divulgação
Gomes, Fagner e Cássio em 2007

Fagner chegou ao PSV em fevereiro de 2007, após se destacar na reta final da temporada 2006. Em seguida, foi emprestado ao Vitória, onde permaneceu até o meio do ano. A breve passagem pela Europa durou até setembro de 2008 e acabou marcada por uma dura frase dita pelo então diretor de futebol Jan Reker: 

"Chegamos à conclusão de que ele não é bom o bastante para o nosso time profissional"

Já Cássio chegou no PSV após uma boa aparição com a seleção brasileira no Mundial sub-20. Contratado em julho de 2007, o goleiro revelado pelo Grêmio foi reserva de Gomes por um ano. Após a saída do titular rumo ao Tottenham, Cássio viu o PSV contratar Isaksson para a lacuna deixada pelo outro brasileiro.

A decisão da diretoria minou as chances de Cássio, que entrou em campo apenas cinco vezes e chegou a ser emprestado ao Sparta Rotterdam por seis meses, no começo de 2009.

Pouca chance e uma falha

Cassio demorou mais de um ano para ganhar a primeira chance na meta do PSV, já treinada por Huub Stevens. O arqueiro estreou em setembro de 2008, como titular da equipe na vitória de 3 a 0 do PSV contra o time B do próprio PSV pela Copa da Holanda.

Escalado pela segunda vez como titular somente quatro meses depois, Cássio falhou em jogo do Campeonato Holandês, em janeiro de 2009. Naquela oportunidade, o PSV ganhava a partida por 1 a 0 quando o Roda JC empatou após o goleiro sair errado do gol.

"Me sinto bem e tranquilo, diferente da outra temporada. Estou mais experiente por ter ficado um ano com o Gomes e agora no banco do Isaksson. Essas coisas acontecem. Podia acontecer com o Isaksson, são coisas do futebol. Tenho de treinar mais para não acontecer mais", explicou Cássio à época.

Semanas depois do erro, Cássio foi emprestado ao Sparta Rotterdam. Com mais espaço, o goleiro foi titular em 14 partidas, mas levou 29 gols na equipe, que terminou o Holandês na 13ª colocação. De volta ao PSV, Cássio não jogou uma vez sequer na temporada 2009/2010. Na seguinte, disputou seus últimos três jogos pelo clube, apenas uma como titular, diante do Metalist, pela Liga Europa, nem empate sem gols.

Na partida de despedida, meses antes de acertar com o Corinthians, em mais um 0 a 0, Cássio fez duas boas defesas no segundo tempo, mas voltou a mostrar dificuldades na saída de bola.

"Aqui é um lugar maravilhoso, mas já tenho um clube acertado no Brasil. Agora quero voltar ao Brasil e jogar. O importante para mim é jogar agora. No Brasil vou ter essa chance. No momento é isso: mostrar que eu posso ser titular, que sou bom e posso jogar em alto nível", disse o jogador no começo de 2012, ano marcado pelos títulos da Libertadores e do Mundial com o Corinthians.

Jovem fora de posição

A estreia de Fagner pelo PSV ocorreu em agosto de 2007. Escalado como meio-campo, o jogador entrou na vaga de Edison Mendez, ex-Atlético-MG, aos 15 minutos do segundo tempo. Após a sua entrada, a equipe fez os dois gols da vitória por 2 a 0 contra o Heracles Almelo.

Na segunda partida pela equipe, Koeman colocou Fagner no lugar do atacante dinamarquês Kenneth Perez, aos 25 minutos do segundo tempo. Mesmo com pouco tempo em campo, o corintiano fez o quarto gol do PSV na goleada por 5 a 0 sobre o NEC Nijmegen.
 

Na derradeira partida pelo PSV, dois meses depois, Fagner foi lançado novamente na vaga de Perez e atuou por 26 minutos. Ele participou da vitória por 3 a 1 dos Boeren contra o VVV-Venlo. O brasileiro teve seu contrato encerrado em setembro de 2008 e acertou com o Vasco no começo do ano seguinte.

"Foi um ano de aprendizado. Eu era um menino de 18 anos. Vai para lá e mora sozinho, tem de aprender a se virar, tem de amadurecer mais rápido. Essas lições foram importantes para a minha carreira", disse o lateral que voltou ao Corinthians em 2014 e soma 226 jogos pelo clube.

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