Camisa 8? Corinthians tenta dar sobrevida a Jadson em ano final de contrato

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Jadson começa temporada em nova posição do Corinthians de Carille

    Jadson começa temporada em nova posição do Corinthians de Carille

Depois de uma temporada em que alternou boas atuações com períodos de irregularidade e acabou no banco de reservas do Corinthians, Jadson inicia 2018 com um novo desafio. Acostumado a jogar pelas pontas ou como legítimo camisa 10, pela faixa central, ele foi recuado por Fábio Carille, espécie de mentor na tentativa de reinventar o experiente meia de 34 anos. 

Nas três primeiras partidas do ano, Jadson foi titular como uma espécie de número 8. Sem a bola, fica próximo de Rodriguinho pela parte central. Com a posse, normalmente dá início à saída de jogo, mais próximo ao volante Gabriel, eventualmente aparecendo na frente para ajudar na criação final. A função é muito diferente daquelas que o meia executou ao longo da carreira. 

Uma das conclusões de Carille sobre Jadson ano passado é que ele, fisicamente, já não suportava o ritmo necessário para jogar pelos lados. Enquanto titular do time, em diversas partidas ele fez com que o treinador fizesse espécie de compensação pela dificuldade em acompanhar o lateral adversário. Nessas ocasiões, Jadson era posicionado do lado em que a exigência de marcação era menor, contra um oponente menos ofensivo. Naquele momento, também por uma lesão na costela, o jogador teve dificuldades em atuar a 100%. 

Em 2015, Jadson se reinventou e brilhou. Como será agora?

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Com Rodriguinho em status de praticamente intocável no time titular, Carille pensa numa alternativa que faça Jadson encontrar um novo espaço e se reinventar. Foi mais ou menos assim, em 2015, quando Tite retornou ao clube e Fábio era o auxiliar. Desafiado para executar uma função diferente, pelas pontas, o meia experiente perdeu peso, se adaptou de maneira quase perfeita e terminou o Brasileirão como principal jogador do torneio ao lado de Renato Augusto. 

Hoje no Corinthians, as opiniões são divididas sobre a adaptação de Jadson para a função que, em 2015, pertencia exatamente a Renato Augusto. Há quem acredite que, apesar de percorrer distâncias menores agora, ele terá dificuldades para se adaptar a uma região do campo onde há mais contato físico e pressão na bola que exige decisões mais rápidas. 

Por enquanto, o desempenho do veterano tem sido razoável. Nos primeiros três jogos do Corinthians em 2018, ele foi destaque na partida contra o Rangers-ESC, pela Florida Cup, e apareceu com duas assistências para gols nos Estados Unidos. Já pelo Paulistão, contra a Ponte Preta, sofreu e perdeu um pênalti, acertou uma boa finalização na trave, mas pareceu sentir o calendário cheio e foi substituído por Carille. 

Embora tenha definido a equipe-base com Jadson como titular, o treinador tem deixado claro que se trata também de uma tentativa em afirmar uma opção tática para o decorrer do ano, fora do 4-2-3-1 habitual de 2017. Ele já havia atuado com o meia nessa função no decorrer de seis jogos do ano passado, e em alguns deles o resultado foi visto como positivo. O principal foi o jogo do título, vitória por 3 a 1 contra o Fluminense. 

Jadson, vale lembrar, vive o último ano de seu contrato com o Corinthians, que por enquanto não se movimentou por uma renovação e espera pelo desenvolvimento dele em 2018, além das próprias eleições, para se definir. O desempenho na nova função certamente será importante para o futuro do atleta. 

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