Scarpa agradece a Leila, mas Crefisa não ajudou Palmeiras em contratação

José Edgar de Matos e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Leandro Miranda/UOL

    Gustavo Scarpa vestiu a camisa 14 em sua apresentação no Palmeiras

    Gustavo Scarpa vestiu a camisa 14 em sua apresentação no Palmeiras

O meia Gustavo Scarpa começou sua entrevista coletiva de apresentação no Palmeiras, na última sexta (19), agradecendo a "todos os envolvidos na negociação: Maurício (Galiotte, presidente), Alexandre Mattos (diretor de futebol), Leila e o pessoal todo da Crefisa". Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da Crefisa e da Faculdade das Américas, estiveram, inclusive, presentes à Academia de Futebol para o evento. Mas a patrocinadora palmeirense não teve participação direta na contratação.

Segundo apurou o UOL Esporte, não houve aporte financeiro da Crefisa até o momento no negócio por Scarpa, que envolve o pagamento de luvas ao jogador e de comissão aos seus representantes. O investimento pelo atleta, que conseguiu liberação judicial para deixar o Fluminense, foi na casa dos 6 milhões de euros (R$ 23,4 milhões).

No jogo contra o Santo André, na última quinta (18), Scarpa esteve no camarote da patrocinadora no Allianz Parque. Questionados, tanto Palmeiras quanto Leila Pereira afirmaram apenas que "Crefisa e FAM apoiam sempre os projetos do clube".

De acordo com pessoas ligadas ao jogador, o agradecimento de Scarpa a Leila pode ter sido para reconhecer o esforço feito pela patrocinadora e conselheira em tentativas anteriores de contratá-lo. No final de 2016, por exemplo, a Crefisa se dispôs a "turbinar" uma proposta palmeirense para tirar o jogador do Fluminense. O negócio não evoluiu e o dinheiro foi gasto em outros reforços, como Borja (R$ 35 milhões) e Guerra (R$ 10 milhões).

Scarpa também afirmou que o interesse do Palmeiras em seu futebol era antigo e vinha desde 2015. O time alviverde esteve perto de contratá-lo em dezembro em uma operação envolvendo troca de jogadores com o Fluminense, mas o acordo teve problemas para ser fechado. Só quando o atleta conseguiu sua rescisão na Justiça é que o clube paulista fez nova investida por ele.

Por enquanto, a Crefisa não ajudou o Palmeiras em nenhuma contratação para 2018. O clube alviverde está financeiramente saudável – registrou R$ 56 milhões de superávit no ano passado, em balanço que levava em conta até o mês de novembro – e bancou por conta própria as chegadas de Lucas Lima, Diogo Barbosa, Marcos Rocha, Weverton e Emerson Santos.

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